O jogo entre Santos e São Paulo terminou por volta das 18 horas de domingo, mas a disputa entre os rivais continua a todo vapor. Depois do apito final, o atacante Leandro acusou o técnico do Peixe, Wanderley Luxemburgo, de ter mandado o zagueiro Antônio Carlos “pegá-lo”. Nesta segunda-feira, a discussão foi em nível superior.
Em entrevista para a Rádio Jovem Pan, João Paulo Jesus Lopes, diretor tricolor, criticou o esquema de segurança oferecido pelo Santos na Vila Belmiro e “sugeriu” que jogos importantes não sejam mais disputados na casa do Peixe.
“Não podemos aceitar que a Vila Belmiro seja palco de jogos importantes. Eles têm todo o direito de mandar partidas lá, mas não de descumprir normas de segurança e do Estatuto do Torcedor”, bronqueou. “Nosso ônibus teve de parar na rua e os jogadores seguiram a pé para o estádio. Isso só acontece na Vila”, completou.
Na mesma moeda, Mário Mello, diretor jurídico do Peixe, mandou a resposta. “O Santos cumpriu todas as normas do Estatuto do Torcedor e teve as garantias da Polícia Militar. A Vila é um estádio acanhado, não inseguro. A diretoria do São Paulo está agitando para não ter de jogar a semifinal aqui. Lamento muito, pois sempre ganhamos e perdemos nossos jogos dentro do gramado”.
Mário Mello apimentou ainda mais a discussão afirmando que as confusões registradas entre as torcidas dentro da Vila foram resultantes da arbitragem do clássico. “Sempre que houve algum tipo de problema aqui foi pela arbitragem. Ontem (domingo) o gol foi mal anulado e causou essa agitação, mas não aconteceu nenhum fato mais grave”.