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Futebol

São Paulo perde por 3 a 0 do Atlético-GO e torna título só um sonho

Arquivo Geral

16/10/2011 20h16

Matematicamente, o São Paulo ainda tem chances de levantar o troféu do Campeonato Brasileiro em 2011. Mas o desempenho deste domingo, no Serra Dourada, deixou as mãos do capitão Rogério Ceni ainda mais distantes da taça. A equipe perdeu por 3 a 0 para o Atlético-GO e despencou para o sexto lugar.

 

Embora protagonizasse um duelo equilibrado no primeiro tempo, os paulistas não foram eficientes, chegando a acertar a trave três vezes no mesmo lance, e cometeram o costumeiro vacilo na bola aérea defensiva ao levar gol de Gilson aos 25 minutos do primeiro tempo. Na volta do intervalo, Felipe, aos 14, e Anselmo em cobrança de pênalti, aos 24, completaram o placar.

 

A derrota deixa os comandados de Adilson Batista a seis pontos dos líderes Corinthians e Vasco, dificultando mais até a classificação para a Libertadores da próxima temporada. Já o Dragão goiano sobe para a décima posição, ainda mais forte na briga para ficar na Série A e firma na zona que dá vaga na Sul-americana de 2012.

 

O jogo – Adilson Batista não inventou na escalação. Sem João Filipe e Juan, suspenso, optou por Xandão na zaga, improvisou Carlinhos Paraíba na lateral esquerda e preencheu a vaga no meio-campo com o retorno de Denilson ao lado de Wellington na cabeça de área.

 

A maior novidade são-paulina já era prevista, com Lucas de volta no lugar de Rivaldo. No desenho tático montado pelo treinador, Lucas poderia se mexer e confundir a marcação com Dagoberto para entregar a bola a Luis Fabiano. A organização estaria sob responsabilidade de Cícero.

 

O plano deu certo. Embora o Atlético-GO demonstrasse o bom toque de bola que o caracteriza na saída do campo de defesa, a aplicação na marcação não era suficiente para conter o ímpeto de Luis Fabiano nos minutos iniciais. Com constante movimentação, o centroavante conseguia tirar zagueiros da área e abrir espaço.

 

Em uma dessas jogadas, o camisa 9 fez bela assistência para Dagoberto fazer o goleiro Márcio trabalhar. Mas novas oportunidades como essa foram dificuldades porque Lucas estava em noite a ser esquecida, colocando quase sempre a bola em pés adversários, e Cícero, apesar da constante gritaria de Adilson, continuava muito recuado, sem chegar tanto à frente.

 

Desta maneira, aos poucos, o Dragão foi se aproximando de Rogério Ceni. O posicionamento fixo de Piris e Carlinhos Paraíba nas laterais não adiantava para conter Felipe, que abria dos dois lados, e a centralização de Anselmo como referência para a passagem dos atletas pelos lados.

 

Com essa postura, os anfitriões quase marcaram em toque por cobertura de Anselmo e ainda conseguiram um lance polêmico em que Felipe foi derrubado por Carlinhos Paraíba na área. Quando os paulistas perceberam que sua posse de bola não tornava o time mais perigoso do que em cobranças de falta de Rogério Ceni, os atleticanos tinham o jogo nas mãos mesmo sem ter tanto a bola nos pés.

 

Aos 24 minutos, Vitor Junior quase encobriu Ceni em cobrança de falta. No minuto seguinte, um erro na saída de bola permitiu que o zagueiro Anderson cruzasse na direita para que o seu companheiro na defesa, Gilson, entrasse livre na pequena área para barir o placar.

 

O São Paulo nem sentiu tanto o gol. O feito parece ter acordado Cícero, que enfim chegou mais à frente e criou jogadas até para Carlinhos Paraíba passar mais. O ímpeto valeu um acontecimento incrível. Aos 32 minutos, após cobrança de falta, Rhodolfo e Xandão acertaram a trave três no mesmo lance e Márcio agarrou chute de Luis Fabiano. Logo depois, Dagoberto ainda levou perigo em chute de primeira.

 

A pressão, contudo, foi momentânea. Mesmo com a partida equilibrada, o time de Adilson Batista sentia falta do talento do apagadíssimo Lucas para não deixar Dagoberto sozinho na tarefa de levar a bola a Luis Fabiano. E o treinador não fez nada diferente no intervalo para mudar o panorama.

 

No segundo tempo, os dois times tiveram suas investidas à frente atrapalhadas por passes errados. O problema é que a defesa são-paulina também se equivocava. Assim, Anselmo teve duas chances entrando na área pela direita e deixando marcadores no chão para bater. Nas duas, parou em Rogério Ceni. Mas na segunda, aos 14 minutos, Felipe pegou livre o rebote para ampliar o placar.

 

O São Paulo já estava perdido, mesmo com Rivaldo no lugar de Cícero. A confusão da equipe ficou simbolizada em bola que acertou a mão de Xandão e o árbitro marcou pênalti, que Anselmo converteu com competência, aos 24 minutos. Os comandados de Adilson Batista se olhavam sem saber mais o que fazer.

 

Com a partida já definida, o treinador ainda tentou renovar na parte física fazendo trocas simples de Dagoberto por Marlos e Piris por Jean.Falta de criatividade e força insuficientes para fazer gol em um Atlético-GO que já não tinha o arqueiro Márcio, sacado por contusão logo após o terceiro gol. O reserva Rafael só foi usado em grande defesa após cabeçada de Luis Fabiano.

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