Depois de vencer o Barueri na estréia do Paulistão aproveitando a presença da torcida santista no Parque Antártica, o Santos se concentra agora para uma seqüência de duas partidas em sua verdadeira casa, neste sábado, contra o São Caetano, e na segunda, diante do Sertãozinho.
Dessa forma, o técnico Wanderley Luxemburgo espera aproveitar o mando de campo para somar pontos neste início de Estadual, da mesma forma como fez na edição do ano passado do campeonato, quando o Peixe teve 100% de aproveitamento na Baixada.
“A primeira rodada deixou claro que o campeonato vai ser muito pegado. Jogamos fora, mas com torcida. Nosso pensamento é somar pontos (neste início) para chegar à liderança e ter uma vantagem na fase final. Se foi antecipado um jogo (Sertãozinho), significa que teremos mais partidas fora na reta final”, ponderou.
Um dos líderes dentro de campo, o volante Maldonado quer que o time consiga mostrar em 2007 a mesma eficiência que teve na Vila Belmiro no Paulistão passado.
“Esperamos fazer em nossa casa os pontos que precisamos para nos classificar. Sabemos que depende também de como entramos em campo, pois no ano passado tudo deu certo para a gente. E queremos que nesse ano aconteça da mesma forma”, afirmou.
O Alvinegro praiano teve dez jogos na Baixada no Estadual passado e venceu todos. Apesar da clara superioridade do clube dentro de seus domínios, Luxa advertiu que outras equipes também estão fazendo valer o mando de campo.
“Isso não é um privilégio só do Santos. Nos últimos quatro ou cinco anos, os grandes jogadores foram saindo e acabou aquela época em que o Santos saia e ganhava vários dos outros fora. Ou o Palmeiras ganhava também fora, por exemplo. Temos que fazer valer em casa. Os outros jogadores, quando vêm jogar na Vila, sentem uma mudança no emocional”, explicou.
Lembrando de um discurso que utilizou em alguns momentos do ano passado, Luxemburgo ainda tratou de avisar ao torcedor da importância de apoiar o time dentro da Vila Belmiro.
“Quando vem alguém querendo vaiar desde o começo, atrapalha. A torcida é o centroavante da equipe. Quando ela começa a pressionar, intimida um pouco o adversário. Podem ver pelos jogos também do Grêmio e Atlético-PR. O adversário também tem receio de atuar aqui”, afirmou.