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Futebol

Santos apresenta novo aparelho usado no Cepraf

Arquivo Geral

16/02/2007 0h00

Na corrida para ser o clube mais estruturado do futebol brasileiro, o Santos espera ter dado um passo à frente do São Paulo. O Peixe adquiriu um novo produto para o seu Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol (Cepraf), montado recentemente nos moldes do Reffis, do Tricolor.

Trata-se de um aparelho que avalia com exatidão a condição física de cada atleta e trabalha sua musculatura através de eletroestímulos, além de auxiliar a produção de hormônios do crescimento. “É uma coisa inédita no futebol brasileiro, que nós estamos apresentando agora, após constarmos os resultamos no início deste ano”, anunciou o técnico Wanderley Luxemburgo.

Uma parceria com a empresa multinacional Globus possibilitou que o Santos importasse cerca de 15 desses aparelhos, cujo valor total é estipulado em 180 mil euros. “Eles vieram sem custo nenhum para o clube em função da minha amizade com esse homem aqui. A gente o convenceu, o que não é fácil”, sorriu o fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé, apontando para um representante italiano da Globus.

O empresário Paolo Luchetta estava no Centro de Treinamento Rei Pelé nesta sexta-feira para divulgar o acordo com o Peixe. “O nome do Santos e o do Luxemburgo são importantes no futebol. O Nilton Petrone também é um amigo antigo e isso ajudou na parceria. Já fazemos esse tipo de trabalho com todos os times da Itália, alguns da Espanha e da Inglaterra. Na América do Sul, o Santos é importante”, argumentou o italiano, em mau português. O Boca Juniors é outro clube que se utiliza dessa tecnologia.

Para Luxemburgo e Filé, o Santos logo servirá de exemplo para outras equipes do Brasil. “Podemos fazer consultoria sobre o aparelho, sem problema nenhum”, declarou o técnico. “É natural as pessoas se interessarem, mesmo a CBF para a seleção brasileira. Toda vez que surge uma coisa nova é assim. Há pessoas que estão à frente do seu tempo. Quando todo mundo já tiver esse aparelho, já estarão atrás de outras novidades”, comentou o fisioterapeuta.

Filé gosta de comparar o organismo do atleta com um carro. “Com a nova tecnologia, poderemos saber a carga exata de exercícios para utilizar com cada um. Se ele está com o tanque cheio, não dá para encher mais”, disse, em uma de suas metáforas. “Se alguém esconder alguma dor, vamos conseguir detectar”, acrescentou.

Wanderley Luxemburgo, por sua vez, alerta para outra utilidade do produto adquirido pelo Santos. “Mas, se o atleta não estiver com dor nenhuma, nós também descobriremos”, brincou o treinador, para quem a tecnologia não é o único valor da estrutura montada pelo Peixe. “Temos aqui profissionais como o Filé, o Cláudio (Pavanelli, fisiologista), a Sandra (Merouço, nutricionista). Isso é fundamental”, enalteceu.

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