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Futebol

Santo André vira empresa para alcançar rival

Arquivo Geral

09/08/2006 0h00

Campeão da Copa do Brasil em 2004 e representante do Brasil na Copa Libertadores de 2005, o Santo André mostra que pretende crescer ainda mais na escala do futebol brasileiro. Nesta quinta-feira, o presidente do clube, Jairo Livolis, vai anunciar a transformação do Ramalhão em empresa limitada, com sociedade dividida em cotas. O objetivo é claro, se igualar de vez ao rival São Caetano, há seis anos na primeira divisão.

“As condições de participação ainda estão sendo definidas, mas a idéia é que os acionistas possam capitalizar o futebol e só com a injeção de capital é que chegaremos a um patamar superior. O formato atual chegou no seu limite, assim como a capacidade de gerar receita, que hoje é insuficiente para dar um salto. Não dá para pensar maior”, assegurou o dirigente, em entrevista ao Diário do Grande ABC.

Entretanto, apesar dos ares de modernidade que o clube pretende transmitir, o Santo André não contará com ações na bolsa de valores, prática comum dos clubes europeus. No princípio, os investidores serão domésticos e a diretoria será reformulada, tornando-se profissional.

“Ninguém, ali no futebol, vai trabalhar de graça. Todos serão remunerados e terão de se dedicar. A estrutura é profissional, então todos serão assalariados. Hoje, o clube conta com pessoas que oferecem um pouco do seu tempo, uma direção voluntária. Não será mais assim. Serão substituídos por empregados que terão de trabalhar nove, dez horas por dia. Se funcionar, fica. Senão, é demitido”, prometeu.

Negando-se em ser o acionista majoritário da “empresa”, Livolis também deverá anunciar uma medida há muito tempo esperada no Ramalhão: a desmembração do futebol andreense do restante da parte social. Assim, somente o futebol seria dirigido em caráter empresarial.

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