O Santos dominou o Campeonato Paulista nos últimos anos. O clube conquistou quatro títulos e três vices nas sete edições anteriores e chega em 2016 mais uma vez como um dos favoritos a ficar com a taça. Desta vez, porém, a responsabilidade será ainda maior, pois o clube fracassou na busca por uma vaga na Copa Libertadores e, para piorar, viu seus três rivais da Capital conquistarem suas respectivas vagas na competição continental. Em função disto, a comissão técnica santista tenta minimizar a pressão em cima da equipe no único objetivo traçado para este primeiro semestre.
“Eu acredito que as equipes estarão disputando as competições paralelamente. Ninguém vai abrir mão do Paulista. Ao Santos, restou essa possibilidade. Estaremos fazendo o melhor possível para que estejamos nos qualificando para as fases seguintes da competição. Espero que a equipe dê uma resposta rápida”, disse o técnico Dorival Júnior.
Já Renato, atleta mais experiente do elenco, admite que o fato do Peixe ser o único dos grandes de São Paulo fora da Libertadores acaba diminuindo a tolerância dos torcedores, apesar das dificuldades naturais de todo Paulistão.
“A cobrança vai existir sempre, independentemente da Libertadores. A gente tem a prioridade no Paulista, a responsabilidade é maior, os clássicos são complicados. A gente vê o Corinthians, que ganhou, com time reserva, em Itaquera, do São Paulo por 6 a 1. A gente pode ter esse favoritismo por parte de vocês (imprensa), mas, quando vêm os clássicos, a gente sabe que vai ser complicado”, lembrou o volante, sempre cauteloso, sem perder a confiança.
“A nossa responsabilidade aumenta, porque a gente terminou o ano jogando bem. Se fosse campeão da Copa do Brasil, iria coroar o trabalho. A equipe chegou a um nível bom de jogo e vamos brigar pelo título paulista. Os outros três tem no meio a Libertadores. A gente sabe que não é fácil, mas vamos brigar”, avisou.