O 41º minuto do segundo tempo da partida entre Flamengo e São Paulo caracterizou perfeitamente o momento pelo qual passa o clube paulista. Enquanto Jadson se concentrava para bater o pênalti que daria sobrevida ao time no Brasileiro, quatro jogadores erguiam as mãos ao céu pedindo ajuda divina.
Mas, quando a fase não é boa, nem o “São” costuma ajudar. O camisa 10 bateu mal, Felipe defendeu e o placar de 0 x 0 permaneceu até o fim do duelo no Mané Garrincha.
Inevitáveis gritos de “2ª divisão” partiram dos flamenguistas, que até então na segunda etapa ouviam os tricolores cantarem mais alto. O resultado, porém, não foi bom para nenhuma das equipes. O São Paulo segue na vice-lanterna, com 11 pontos, enquanto o Rubro-Negro está na parte central da classificação, com 19 pontos.
Outra imagem simbólica da crise são-paulina foi na saída de campo. Ainda desolado por perder a chance de colocar o time paulista na frente, Jadson foi consolado pelo técnico Paulo Autuori. Na descida para o vestiário, o treinador segurou sua cabeça e deu palavras de conforto.
Jadson, aliás, substitui o goleiro Rogério Ceni na cobrança do pênalti. O camisa 1 havia errado os dois últimos e, desta vez, ficou em sua área. A tática, no entanto, não deu certo.
Na mesma
Se o São Paulo entrou e saiu da capital imerso numa crise, o Flamengo também sai como chegou. Em busca de uma constância e de arrancada no Brasileiro, o Rubro-Negro empatou sua quarta partida no DF e deixou o Mané com sentimento de frustração. Prova disso é que a torcida vaiou o time na saída de campo.