A Argentina pediu à Fifa que libere o estádio Gigante de Arroyito, do Rosario Central, para receber jogos das Eliminatórias Sul-Americanas à Copa de 2010, abrindo a possibilidade de o local sediar o confronto com o Brasil, em setembro.
“O problema foi ter habilitado apenas um estádio” para as Eliminatórias, disse Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).
Habitualmente, a Argentina manda seus jogos no estádio Monumental de Nuñez, do River Plate. Porém, o gramado do estádio foi considerado “horrível” por Diego Maradona, técnico da seleção.
O mau estado ficou evidente na vitória de 1 a 0 sobre a Colômbia no início do mês, também pelas Eliminatórias. “Maradona defendeu a posição dos jogadores com algumas expressões típicas dele”, comentou Grondona.
Um festival de rock realizado uma semana antes do jogo prejudicou ainda mais o gramado. Dirigentes do River criticaram severamente o treinador, afirmando que suas declarações foram “desmedidas e insolentes”.
“Foi uma ofensa desnecessária e gratuita, que faz mal ao River e ao futebol argentino”, comentou o vice-presidente do clube, Julio Macchi, em declarações à rádio La Red, de Buenos Aires.
O dirigente apresentou na AFA uma nota de protesto pelas declarações de Maradona e outra na qual, entre outras coisas, pede a divulgação das cláusulas de seu contrato e se ele realizou algum exame médico antes de assumir.
A Argentina disputou três jogos no estádio do Rosário Central durante o Mundial de 1978 – entre eles um empate em 0 a 0 com o Brasil.