"Fico feliz de estar presente, à disposição do Muricy. Só que preciso estar pronto para executar todas as funções da minha posição. Já fiz todos os movimentos. Até o sexto dia de recuperação, achei que não daria. Mas tive uma grande evolução nos últimos dias", relatou o camisa um, sempre com uma expressão séria. "Minha recuperação dependeu de três coisas: minha vontade, capacidade dos profissionais que estão aqui e aparelhagem do São Paulo", elogiou.
Segundo Rogério Ceni, as dores fazem parte da rotina de um atleta profissional. Por isso, ele esclarece que não vai entrar em campo com limitações para o jogo no Morumbi. "Depois de uma certa época, você sempre tem dor. Jogador está toda hora na fisioterapia, fazendo gelo. Podem ter certeza de que entrarei em campo no mesmo nível das últimas 150 partidas que disputei pelo São Paulo. É claro que se você fica alguns dias parado, embaralha um pouco no começo", admitiu o craque, que treinou faltas neste sábado.
Experiente, Rogério Ceni deixa claro que o seu lado emocional está controlado na véspera da decisão. "Não tem ansiedade, acho que nem da minha parte, nem dos meus companheiros. Isso começa a ser sentido mais perto do jogo. Somos seres humanos e também temos sentimentos", disse o goleiro, destaque da conquista do Mundial de Clubes no ano passado.
Com uma forma de pensar bem diferente do meia Souza, que já se sentia dono taça do Brasileiro após a vitória contra o Goiás, Rogério Ceni descartou a palavra campeão nas suas respostas antes de enfrentar o Atlético-PR. "Em relação ao título, estamos tão próximos quanto longe. São 90 minutos que separam o sucesso do fracasso. Não vejo esse favoritismo todo do São Paulo. Ainda não posso falar pelo que eu ainda não ganhei", afirmou.
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