A campanha do Corinthians na Copa Libertadores de 2010, grande sonho do clube no ano do centenário, começa a ser definida nesta sexta-feira. Às 13h30 (de Brasília), a Confederação Sul-americana de Futebol realiza o sorteio dos grupos da 51ª edição da competição. Os jogadores do alvinegro paulistano já se preocupam com a chance de enfrentar rivais brasileiros ou atuar na altitude durante a primeira fase.
O presidente Andrés Sanchez está desde terça-feira em Assunção, no Paraguai, onde a cerimônia será realizada, para acompanhar de perto a definição. A expectativa do dirigente é ver o Timão como um dos cabeças-de-chave, o que evitaria um encontro prematuro com os clubes mais fortes.
Este ano, apesar de ter se classificado como o campeão da Copa do Brasil, o Sport não foi escolhido como primeiro time de seu grupo. Assim, o Corinthians usa a politicagem junto à Conmebol para evitar destino igual. Entre os jogadores, a preocupação reside na chance de ter clássicos nacionais entre os seis primeiros jogos da competição.
“No Brasileiro devem classificar São Paulo, Flamengo, Internacional e Palmeiras, então fica complicado. Qualquer chave que você cair vai ser difícil, mas às vezes é melhor pegar uma equipe que seja de um lugar mais longe, mas que não tenha tanta qualidade”, disse o goleiro Felipe, preocupado com o nível dos adversários. Já o lateral direito Alessandro olha por outro ângulo.
“Vocês viram a dificuldade do Fluminense ontem?”, indagou, ao citar a goleada por 5 a 1 sofrida ante a LDU, no jogo de ida da final da Copa Sul-americana – a partida foi disputada em Quito, no Equador, a 2.850 metros acima do nível do mar. “A diferença de jogar na altitude é muito grande, vimos a dificuldade para acertar um simples passe”, continuou.
“Tem excelentes times (na Libertadores), mas jogar na altitude tem uma dificuldade muito grande. Precisaríamos ter tempo de adaptação, é complicado”, complementou Alessandro. O meia argentino Defederico foi outro a admitir a ansiedade por saber os adversários do Corinthians na primeira fase da competição continental.
“É importante saber para começar a analisar para o ano que vem, ver os grupos. Mas estamos tranquilos. Vamos treinar amanhã (sexta-feira) e depois analisar. Falta tempo ainda”, disse o jogador, que não tem preocupação definida quanto à competição: “Temos que ganhar tudo. Temos que trabalhar para estar preparados para a altitude, para os times fortes, para tudo. Vamos fazer o máximo para conseguir esse título”.