A camisa dez do Boca Juniors brilhou como nunca na reta final da Taça Libertadores. Com dois gols na decisão desta quarta-feira, o meia Juan Román Riquelme comprovou cada centavo gasto em seu retorno ao clube portenho e foi o grande responsável pelo sexto título da equipe.
O meia veio por empréstimo ao Boca, que precisou elaborar campanha de marketing e contar com o apoio da torcida para viabilizar o pagamento de seus vencimentos. No momento decisivo da Libertadores, ele mostrou que valeu o investimento.
Após marcar apenas um gol na primeira fase e ter atuações apagadas, o camisa dez do Boca subiu de produção, quando precisava. Nas oitavas-de-final, ele abriu o placar na partida de ida contra o Vélez Sarsfield, quando o time ganhou por 3 x 0. Na volta, o meia anotou o único gol do time na derrota por 3 x 1.
Nas quartas-de-final, após o empate por 1 x 1 em casa, Riquelme abriu o caminho em Assunção e ajudou a superar o Libertad por 2 x 0. Nas semifinais, ele amargou o revés para o Cúcuta por 3 x 1, mas tratou de fazer o primeiro em La Bombonera. Após seu gol, no último minuto do primeiro tempo, o Boca se animou, fez 3 x 0 e assegurou o lugar na decisão.
Diante do Grêmio, a estrela do meia brilhou ainda mais. No jogo de ida da final, ele participou dos lances do primeiro e terceiro gols, e anotou o segundo, em cobrança de falta. Já no Olímpico, o camisa dez tratou de ganhar todos os holofotes, ao marcar os dois gols no triunfo por 2 x 0. Vice-artilheiro da Libertadores, com oito gols, apenas dois a menos que Cabañas, do América do México, Riquelme recebeu com sobras o prêmio de melhor jogador da Libertadores, como já fora em 2003.
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