Apesar do Santos ter feito apenas sua estreia da temporada neste sábado, a partida abaixo das expectativas contra o São Bernardo na Vila Belmiro já rendeu as primeiras vaias e críticas pesadas a dupla de zaga formada por Gustavo Henrique e Lucas Veríssimo. O segundo fez apenas seu primeiro jogo oficial com a camisa do Peixe entre os profissionais, mas não foi perdoado pelos quase 10 mil torcedores.
Por tudo isso, nesta segunda-feira, na reapresentação do elenco no CT Rei Pelé, Ricardo Oliveira foi o escolhido para falar com a imprensa. O capitão da equipe discordou das críticas e chegou a apontar suas próprias falhas em uma clara tentativa de desviar o foco sobre os jovens defensores.
“Eu acho que todo o time, todo o elenco é responsável por uma partida não tão boa. Eu acho injusto as críticas aos nossos defensores, porque eu acho que nós temos que participar defensivamente quando não temos a bola e nós comprometemos isso. Muitas vezes nós deixamos eles no mano a mano. Acho que no mano a mano, com jogadores rápidos, é difícil para qualquer zagueiro levar vantagem”, ponderou o centroavante, claramente incomodado com o tom adotado após o empate por 1 a 1 com o São Bernardo.
“Algumas situações do futebol eu não consigo entender. Mas, minha experiência no futebol me faz relevar e entender por que gera isso. Acho que nós não fizemos uma boa partida e comprometemos a parte defensiva”, reforçou.
Além de fazer mea-culpa diante de falhas evidentes da equipe no sábado, Ricardo Oliveira também fez questão de lembrar os jornalistas dos seus próprios erros durante os pouco mais de 90 minutos.
“Eu não chutei uma bola a gol. Entrei várias vezes impedido. Vocês têm de citar isso ai também. Eu tenho uma autocrítica. Sei das coisas que a gente faz. Tudo dentro do normal. É como eu falei, eu vou encontrar o ponto ideal na hora de fazer um movimento, de repente o meu companheiro, que era para dar a bola na hora certa, demorou um pouquinho e eu entrei em impedimento. Tudo dentro do normal”, avaliou o jogador de 35 anos.
Além de todo o discurso de um capitão que sabe que precisa passar respaldo e apoio, principalmente psicológico, aos atletas que estão entrando agora na equipe, Oliveira não pôde negar que existem conversas em particular com os meninos.
“Isso, com certeza. A gente fala com esses meninos. Vocês falam assim meninos, mas são jogadores que já sabem da responsabilidade que é vestir a camisa do Santos”, lembrou.
“São legais as críticas. As críticas te fazem pensar. Os elogios de repente fazem você se perder um pouquinho. Mas, as críticas não. Te faz pensar, ‘opa, espera ai, deixa eu ver onde eu errei, onde eu preciso melhorar’. Então, para eles vai ser bom, de repente saber que têm muito a crescer. Isso aqui é só o primeiro jogo”, concluiu o artilheiro do Santos na última temporada.