Os reservas da seleção brasileira vivem um momento de expectativa e incerteza. Com o Brasil classificado antecipadamente às oitavas-de-final da Copa do Mundo, o jogo desta quinta-feira contra o Japão em Dortmund, será a oportunidade ideal para que alguns tivessem a chance de aparecer em campo.
Um dos candidatos a jogar é o lateral-direito Cicinho, já que Cafu está pendurado com um cartão amarelo e ficaria fora das oitavas-de-final, em caso de nova advertência em Dortmund. Após a primeira fase, os cartões serão zerados e, por isso, o técnico Carlos Alberto Parreira pode preservar o capitão, o volante Emerson e o atacante Ronaldo.
Para aumentar o suspense, o treinador só deve anunciar os convocados uma hora antes da partida, seguindo uma exigência da Fifa, mas a situação está longe de incomodar os substitutos. "No Real Madrid também é assim, a gente só fica sabendo da escalação na preleção", comentou Cicinho.
Por isso, o jogador do Real Madrid fez questão de garantir a tranqüilidade. "Todo mundo dorme jogando e sonhando que entra em campo. A gente até brinca que tem coletivo na madrugada. O Parreira não disse nada, mas estou tranqüilo e esperando uma chance. Se entrar, vou dar o máximo", disse.
Destaque nos treinos na fase de preparação do Brasil, o meia Juninho Pernambucano é outro que aguarda uma oportunidade, pois sabe que esta é praticamente a sua última chance de jogar uma Copa do Mundo. Mas com a relutância de Parreira em alterar o quadrado mágico, que pouco funcionou até agora neste Mundial, Juninho demonstra uma certa inquietação nas entrevistas.
"Se desse para saber antes (se seria escalado) seria melhor, mas o treinador tem o direito de não divulgar a escalação e a gente tem que estar aguardando", comentou. Apesar da incerteza, o jogador mostrou que está com “fome” de bola. "Eu espero entrar porque é importante pelo menos jogar 90 minutos em uma Copa do Mundo. Eu estou mais do que preparado para jogar", disse.