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Futebol

Representantes das 12 sedes da Copa 2014 discutem seus desafios em Brasília

Arquivo Geral

30/06/2009 0h00

Passado o momento de escolha das cidades-sede da Copa do Mundo 2014, é chegada a hora da união para organizar um belo espetáculo. Para caminhar neste sentido, prefeitos e representantes das 12 eleitas se reuniram nesta terça-feira em Brasília para discutir sobre seus projetos e desafios nesta dura missão de receber o maior evento do futebol mundial.


A mobilidade urbana e a captação de recursos foram os principais pontos levantados no encontro. Como o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, esteve presente, foi a oportunidade ideal para os líderes municipais apresentarem suas preocupações e demandas para tornar viável seus programas de melhoria, tanto da infra-estrutura, quanto dos próprios estádios.


“Os projetos apresentados precisam ser inteligentes com relação ao tempo para finalização das reformas, e modestos quanto a questão financeira, pois não pretendemos disponibilizar recursos públicos na reforma de estádios. Queremos uma boa copa, mesmo que não tão grandiosa como a da Alemanha com suas arenas esportivas, mas superior a da África do Sul”, disse Orlando Silva.


Nada que interfira no projeto de Belo Horizonte, segundo o prefeito da cidade, Márcio Lacerda. “O ministro citou que o conjunto de todas as propostas das cidades ultrapassa os 100 bilhões de reais, mas BH tem um projeto modesto, pé no chão. Nossa principal demanda para com o governo é em relação às obras viárias. A mobilidade foi o ponto principal de discussão, e o estado deve nos ajudar com isso”, declarou.


O discurso do prefeito do Recife, João da Costa, caminhou no mesmo sentido, ilustrando esse carinho para com o transporte. “Tratamos na mobilidade dentro do Recife, entre a região onde se concentram os hotéis e pontos turísticos e a própria circulação desses locais ao estádio, integrando às rodovias federais e ao metrô, com recursos oferecidos pelo PAC”.


Brasília também tem essa mesma preocupação. “O transporte tem uma importância tão grande a ponto de concentrar a maior parte de nossos investimentos para as melhorias na cidade. O que nos ajuda neste sentido é o fato de Brasília ter vantagem por seu estádio se localizar na cidade, próxima a rede hoteleira”, falou Adriano Amaral, Secretário Adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turístico, que ainda citou isso como vantagem para a capital se tornar sede do jogo de abertura.


Mas o ministério dos esportes adverte: a Copa do Mundo deixará seu legado, como toda grande competição faz. No entanto, não será a solução mágica para as dificuldades das sedes. “Temos consciência de nossos problemas, mas a copa não resolverá todos eles. Não há dúvida quanto às melhorias que a Copa trará, porém não poderemos dar conta de tudo. Só podemos garantir que ‘elefantes brancos’ não deverão surgir”, finalizou o ministro.

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