Nos tempos de jogador, o ex-atacante Renato Gaúcho foi um colecionador de títulos. O mais importante deles foi o Mundial Interclubes de 1983, pelo Grêmio, quando marcou os dois gols na vitória por 2 x 1 contra o Hamburgo, da Alemanha. Como técnico, porém, Renato vive a expectativa de levantar seu primeiro troféu.
O treinador completou nesta semana um ano à frente do Vasco, que inicia hoje a briga pelo título da Copa do Brasil diante do rival Flamengo. E Renato não esconde o nervosismo e a ansiedade.
“Como jogador, eu estava no campo. O sofrimento de fora é maior, pois o resultado positivo não depende de mim, e sim dos jogadores. Tenho dormido apenas três ou quatro horas por noite. Fico de madrugada vendo filmes até chegar a hora de dormir. Estou ansioso pois esta é a final da minha vida e quero este título de qualquer jeito”, comentou o treinador.
Além de passar sua experiência aos jogadores, Renato conta também com o currículo de dois de seus comandados como um fator favorável para sagrar-se campeão. “Tenho Ramon e Edílson como peças chaves para passar tranqüilidade à equipe. Mas, dentro de campo, a responsabilidade é de todos”, diz.
O técnico vascaíno afirma que a prioridade não é dar espetáculo, e sim sair do Maracanã com a vitória. “O jogo bonito é conseqüência da partida. Se puder jogar para dar show é ótimo, mas o que importa é o resultado. Seja com gol de bico, canela, barriga, o que interessa é o Vasco ganhar”, ressaltou.