
Criado em acordo com o pacote de reformas recém-aprovado no Congresso Extraordinário do último dia 26, que elegeu o suíço-italiano Gianni Infantino como sucessor de Joseph Blatter na Fifa, o Departamento de Futebol Profissional terá o objetivo de aproximar clubes e ligas ao redor do mundo das decisões ligadas à entidade.
Tudo faz parte do ideal de transparência que permeou a campanha eleitoral de Infantino no decorrer dos últimos quatro meses. O australiano James Johnson, especialista em ambientes corporativos, é o responsável por gerir a nova área e parece decidido de que a diplomacia é o caminho mais ponderado para mediar as relações diante dos interesses mais diversos.
“Uma parte substancial dessa nova visão da Fifa diz respeito à inclusão e ao engajamento. Por isso, a contribuição daqueles que estão envolvidos no futebol é altamente significativa. O objetivo é trazer as partes interessadas no futebol para mais perto da Fifa, deixando-as mais participativas com relação à tomada de decisão. Devemos agir como intermediários”, explicou Johnson.
O novo departamento da Fifa foi criado frente à extinção do Comitê Executivo, órgão que dirigentes do futebol mundial filiados às federações signatárias da Fifa. Contudo, desde a erupção do escândalo de corrupção, a legitimidade e a representatividade de tal comitê passou a ser questionada internamente, o que acabou levando à consequente revisão do programa.
O Departamento de Futebol Profissional agora vai tratar de questões exclusivamente ligadas ao campo e não aos bastidores. “A principal função é fortalecer as relações entre a Fifa e as partes interessadas, sejam clubes, ligas ou federações. Iremos supervisionar o licenciamento de programas de benefício aos clubes, bem como assuntos que dizem respeito às ligas e que dependem do aval da Fifa”, declarou.