O meio-campista Diego Souza provou que sua mágoa não é direcionada a toda a torcida do Palmeiras. Na tarde desta segunda-feira, logo após o treino secreto realizado na Academia de Futebol, o camisa 7 interrompeu sua caminhada até os vestiários e aceitou tirar uma foto com uma pequena torcedora.
Só que no momento de conversar com os jornalistas, Diego Souza continuou com a postura de economizar as palavras. Questionado pela reportagem se estava bem para o jogo, ele foi curto na resposta: “Tudo tranquilo”.
Um dos mais próximos de Diego Souza no elenco palmeirense, o meia Lincoln vê o companheiro inseguro para explicar o caso aos jornalistas, apesar de reconhecer que o silêncio só aumenta a repercussão da polêmica.
“É muito fácil falar de algo que não aconteceu comigo. Cada um tem a sua postura. Posso dizer que eu já teria falado disso, mas, ao mesmo tempo, a gente não sabe 100% o que está acontecendo, o que ele tem para dizer”, explicou Lincoln, que foi além.
“Na vida, a gente vira escravo das palavras, precisamos ter certeza e saber o momento certo para falar. O Diego Souza é um cara do bem, consciente, sabe quando erra e acerta”, emendou o camisa 99 do Verdão.
Aos mais experientes do Palmeiras, como o próprio Lincoln, além do goleiro Marcos e do volante Pierre, sobra a missão de tentar reanimar Diego Souza, que sofre com um futebol irregular desde o fim do ano passado. Nesta quarta-feira, o camisa 7 do Verdão sofrerá, porém, uma pressão menor, já que a partida diante do Atlético-GO é fora de casa.
“Ele é extrovertido, positivo, está sempre alegre. Infelizmente foi um fato isolado, ali ficou claro que não foi para todos os palmeirenses. O Diego Souza conhece muito mais essa torcida do que eu, por exemplo. Ele já provou muita coisa aqui dentro”, defendeu Lincoln.
Julgamento – Diego Souza tomou conhecimento que foi indiciado pelos gestos ofensivos do jogo de ida contra o Atlético-GO. Ele será julgado na sexta-feira, às 14 horas, no artigo 258-A do novo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (provocar público durante partida, prova ou equivalente), que prevê suspensão de duas a seis partidas.