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Futebol

Próximo de bater marca, Jonas prefere não fazer projeções

Arquivo Geral

27/05/2010 16h11

O uniforme vestido é azul, preto e branco. Por pouco, a roupa de trabalho não se tornou um jaleco de farmacêutico. Próximo a quebrar uma marca pessoal, o atacante Jonas, do Grêmio, prefere não traçar metas este ano. Melhor assim para quem mudou de rumo na vida aos 20 anos de idade.

 

Ao marcar duas vezes na vitória por 3 a 0 sobre o Avaí, na quarta-feira, o atacante gremista chegou aos 22 gols na temporada. Fechando o quinto mês do ano a dois da marca de 2009, a melhor de sua vida. O momento é de alegria total.

 

Ao todo, o atacante marcou 53 gols com a camisa do Grêmio, estando próximo de nomes eternos na história do clube como Jardel (65), Ronaldinho Gaúcho (61) e Yura (64). Na última temporada, Jonas havia fixado uma meta para terminar a temporada. Uma lesão o impediu de atingir o número desejado. Dessa vez, ele não fixa um objetivo. Adotou a filosofia do quanto mais, melhor.

 

“Esse ano será muito bom. Não vou estipular uma meta. Espero chegar ao maior número de gols possível. O máximo que eu fiz em um ano foi 24, no ano passado. Já estou com 22, quero ultrapassar essa marca e quanto mais, mais importante”, comentou.

 

Revelado pelo Guarani, por pouco o jogador não trocou a chuteira e a bola por outra profissão. “Eu sabia que uma hora ou outra eu iria aparecer aqui. Minha trajetória aconteceu tarde. Não é fácil entrar no futebol com 20 anos, sem ter categoria de base e com seis meses me transferir para o Santos. Eu estava no terceiro ano de faculdade e foram lá me buscar. Eu sabia que uma hora ou outra eu iria despontar”, contou.

 

Os números de Jonas em 2010 são de fazer inveja a atacante de seleção brasileira. Além de ter ido às redes vinte e duas vezes, ele concedeu 14 assistências. Sorte do Grêmio, pois, mais uma vez, o jogador quase não ficou no clube no começo do ano.

 

No início de 2009, o camisa 7 era visto como moeda de troca. Acabou ficando, virando titular e artilheiro da equipe. Ofuscando a estrela Maxi López. Dessa vez, quase foi envolvido em uma transação para a vinda do lateral Vitor, do Goiás.

 

“É o melhor momento da carreira. Vivo um momento muito bom aqui no Grêmio. Meu pensamento era ficar aqui, a diretoria queria contar comigo. Isso me deu mais força para eu mostrar minha qualidade. Meu pensamento sempre foi ficar. Não gostaria de ter saído sem ganhar nada aqui”, explicou.

 

Este ano, a alta quantidade de gols prossegue, agora, acompanhado do título gaúcho, sua primeira taça conquistada pelo Tricolor.

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