O ditado diz que às vezes o melhor remédio é o perdão, mas na Ponte Preta vale tudo para tentar amenizar os efeitos de uma crise interna. Até fingir que nada aconteceu. Ontem, após a diretoria confirmar que negociaria o lateral-direito Luciano Baiano e o zagueiro Rafael Santos após a dupla ser criticada abertamente pelo técnico Marco Aurélio, a situação ganhou nova abordagem no CT da Cidade Pontepretana e o caso é minimizado pelos personagens envolvidos.
“O que passou, passou. Está tudo resolvido. Não tenho mais nada a declarar a respeito disso”, disse o técnico Marco Aurélio, aproveitando para desconversar sobre o ambiente pesado que está instaurado na Macaca. “Como já respondi sobre isso, não preciso falar de novo. Minha preocupação é com a preparação da Ponte Preta para o jogo com o São Paulo. Isso (confusão) é coisa do passado”.
A Ponte não vence há duas partidas no Brasileirão, está próxima da zona do rebaixamento na 15ª colocação, com 14 pontos, e vive uma escassez de jogadores no elenco, motivada pelas suspensões e contusões. Luciano Baiano está negociando seu futuro com o Atlético-MG, mas Rafael Santos agora fala em ficar no Majestoso.
Prata da casa, Rafael não vem treinando em razão de uma contusão no músculo adutor da coxa direita e voltou a enfatizar que voltará aos trabalhos apenas quando estiver 100% recuperado, antecipando sua ausência na difícil partida contra o líder São Paulo neste domingo, em Campinas.
“Ainda estou com um pouco de dor e o músculo acabou enfraquecendo com esta contusão. Não adianta voltar de forma precipitada e depois ter que retornar ao departamento médico. Contra o São Paulo já estou fora e contra o São Caetano ainda não sei”, assegurou.
Para tentar transmitir uma improvável calmaria no elenco, o zagueiro garante que não guardou mágoas do técnico no episódio. “Não guardo mágoas de ninguém. Todo mundo errou neste episódio, mas estou no futebol desde 2003 e neste tempo aprendi muito e ainda vou aprender muito mais”, completou.