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Futebol

Primeira rodada do Campeonato Candango tem pedido de demissão de dois técnicos

Arquivo Geral

02/02/2016 7h00

Ian Ferraz

ian.ferraz@jornaldebrasilia.com.br

Bastou uma rodada   para  o Campeonato Candango apresentar velhos problemas.  Em 2016, o torneio começa com  Planaltina e Brasília sofrendo trocas no comando. Insatisfeitos com a gestão dos clubes, Jorge Medina e Omar Feitosa pediram a rescisão de contrato.

O time goiano agiu rápido e anunciou Pedro Mendes, que esteve à frente do Planaltina na derrota para o Gama por 3 x 1. Omar Feitosa, por sua vez, viveu os  últimos momentos na capital com a presença nas arquibancadas do Serra do Lago, em Luziânia, para acompanhar o empate dos donos da casa contra o Paracatu, que seria o próximo adversário do Brasília, e uma conversa de 30 minutos com o grupo ontem pela manhã, no Park Way.

“O trabalho fugiu das minhas mãos. Tem que ser a quatro mãos, clube e treinador, e não só o clube”, explica Omar Feitosa, que estava desde junho de 2015 no Colorado.

“Talvez o Brasília reveja conceitos a partir de agora. As coisas precisam mudar. É uma atitude altruísta minha. Saí pelos atletas”, complementa.

E AGORA ?

O novo técnico deve ser anunciado amanhã. Para o próximo compromisso no Candangão, contra o Paracatu, sábado, às 16h, o auxiliar Marquinhos Carioca será o responsável por armar a equipe. 

A diretoria estuda nomes e ouviu sugestões do presidente Luis Felipe Belmonte por meio de vídeoconferência – Belmonte mora em Londres. “Iremos contratar um técnico  de outro centro. Já iniciei contatos agora mesmo”, avisa o presidente.

Feitosa, que agradeceu o presidente do clube em sua passagem por Brasília, guarda a classificação na Copa Sul-Americana contra o Goiás e o pedido de fico dos jogadores como os momentos mais marcantes na cidade.

Omar: “Não participei das contratações”

Em contato por telefone com a reportagem do Jornal de Brasília, Omar Feitosa reforçou diversas vezes durante a conversa que  as coisas não  estão caminhando bem no Brasília. De acordo com o técnico, ele saiu para não “violar valores” que preza. 

“Não participei de nenhuma contratação. Para não falar de nenhuma, na do Gilmar fui buscar informações e aprovei. A do Baiano, o presidente quis muito e concordei por ser tratar de um jogador que conhece o futebol de Brasília e vai dar frutos”, admite. 

Omar Feitosa chegou ao Colorado  em 2015 por meio do ex-diretor-executivo José Carlos Brunoro, que deixou o Colorado no fim do ano passado e tinha como projeto levar a equipe à Série B nacional em seis anos. O ex-dirigente do Palmeiras durou pouco na capital e deu lugar a Leandro Rodrigues, genro de Vanderlei Luxemburgo e atual diretor-executivo.

“Sedimentar a construção de um clube é fundamental. Depois, a parte midiática. Falar em projeto é batido, ainda mais por quem é falado”, conclui Omar.

Nem para o começo?

Jorge Medina pediu demissão antes mesmo da estreia do clube. O multicampeão candango não treinava uma equipe desde 2006, quando liderou o Paranoá.

Saiba mais

A rescisão entre o técnico Omar Feitosa e o Brasília não vai gerar multa. 

O presidente Luis Felipe Belmonte disse que foi pego de surpresa com o pedido e que não poderia fazer muita coisa para mudar a situação.

Ele reforçou que os resultados recentes, sem vitórias, podem ter pesado na decisão de Omar deixar o clube.

Belmonte afirmou também não ter pressionado o técnico em momento algum e que trará um profissional experiente para a sequência da temporada.

Feitosa, por sua vez, disse  não ter propostas e que deve descansar com a família.

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