Marcelinho Carioca voltou a ser Marcelinho Carioca. Nesta quarta-feira, um dia após aderir ao discurso politicamente correto de Ricardinho e véspera de sua reestréia no Corinthians, o Pé-de-Anjo bem que tentou deixar de lado as frases de efeito, mas acabou não conseguindo.
O gelo se quebrou quando o assunto foi seu amor incondicional à Fiel torcida. “Essa paixão é recíproca e será eterna. Os tempos são outros, o Corinthians é totalmente diferente, mas vestir novamente essa camisa me deixa muito feliz. Hoje, jogo futebol por prazer e, não, por dinheiro. Não quis ir para a Ásia para retomar minha história aqui”, discursou o velho Marcelinho.
O camisa 77 volta a vestir sua segunda pele nesta quinta-feira, contra o Internacional, no Morumbi. Com as ausências de Tevez, Nilmar e Carlos Alberto, o retorno do meia chegou a ser encarado como a única solução para o Alvinegro. Marcelinho, ainda na sua autodenominada “versão ligth”, recusou o rótulo de salvador, mas ensinou os mais jovens a conquistar a Fiel.
“Aqui no Corinthians não importante o nome, mas saber representar muito bem a nação corintiana”, aconselhou, voltando a mexer com os ânimos da torcida, que ele conhece como ninguém. “O torcedor do Corinthians funga no cangote mesmo, mas aqui não tem nenhum boiola”, gargalhou o ídolo, completamente à vontade no Parque São Jorge.
Se novamente externou seu amor ao Timão, Marcelinho voltou a ser ponderado ao falar sobre os adversários do Alvinegro e sua condição na equipe de Geninho. Aí, abusou das frases feitas: “Atleta não joga com a boca, mas com os pés”; “Uma andorinha só não faz verão”; “O torcedor é inteligente. Não existe nenhum boi de piranha aqui”; “Funcionário não escolhe, recebe ordens do patrão”.
Marcelinho Carioca encerrou a entrevista, porém, mais uma vez mexendo com o coração do corintiano. Disse que voltou ao Timão para encerrar a carreira, de preferência, com o tão ambicionado título da Copa Libertadores da América.