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Futebol

Presidente pede calma, mas desmanche bugrino continua

Arquivo Geral

16/11/2006 0h00

A crise do Guarani está longe de ter um final. Nesta quinta, enquanto o presidente Leonel Martins de Oliveira pedia calma à torcida, mais um jogador deixava o clube insatisfeito pelos atrasos nos salários: o atacante Léo Macaé. Contratado junto ao Vitória, o jogador recebeu, ao todo, apenas R$ 500 dos dirigentes bugrinos.

“Sei que a atual diretoria não tem culpa, mas o que eu posso fazer se tenho contas a pagar? O dinheiro que recebi veio depois de conversar com a diretoria e dizer que precisava para pagar o plano de saúde do meu filho. Além disso, levava o meu filho na escola e a diretora vinha me cobrar as mensalidades atrasadas”, disse o jogador.

Ainda não está resolvido se o atacante exigirá o pagamento da dívida na Justiça. Pelo menos esse não é o caminho imaginado pelo presidente. “Encontramos uma jamanta numa ladeira. Foram 18 anos de vícios e não temos como consertar tudo em seis meses”, admitiu Oliveira.

O rebaixamento à Série C é eminente e, com o clube tendo mais de 300 ações trabalhistas, o cenário para começar 2007 não é dos mais animadores. “Se fosse para começar 2007 do zero, eu estaria tranqüilo. O problema é começar no negativo. A situação financeira é grave”, completou.

Antes de Léo Macaé, diversos jogadores já haviam de desligado do Bugre: os zagueiro Felipe e Rogério, os laterais Parral, Daniel e Ademar, os volantes André Conceição e Mário, além dos meias Élton e Rivaldo. Os que ficaram, caso do atacante Alex Afonso, foram despejados do hotel onde moravam por falta de pagamento e agora estão vivendo nos alojamentos do clube.

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