Menu
Futebol

Presidente do Santos e Leão evitam entrar em atrito por estrangeiros

Arquivo Geral

08/02/2008 0h00

O técnico Emerson Leão não disfarçou seu incômodo com a chegada de quatro estrangeiros ao Santos, nenhum deles por indicação sua. Apesar de mostrar desconfiança sobre o sucesso dos atletas, contudo, ele evita criticar diretamente o presidente Marcelo Teixeira.

“Não estou aqui para colocar lenha na fogueira, mas para solucionar os problemas. Isso não quer dizer que estou satisfeito com a situação, assim como não estou com algumas partidas nossas e as apresentações de uns jovens”, igualou Leão.

Já Teixeira nega que tenha contratado os quatro sul-americanos apenas para acalmar os ânimos dos torcedores. “Essa circunstancia é normal. Conversamos com o treinador antes. Dissemos que reconhecíamos a necessidade dos reforços, e demos a ele. A diretoria agiu rapidamente e caberá ao técnico analisar os jogadores”, minimizou, em entrevista à Rádio Atlântica.

O presidente do Santos garantiu que primou, sim, pela qualidade ao invés da quantidade no momento de contratar, conforme prometera, mesmo que seus alvos tenham sido jogadores desconhecidos. “Há pessoas que sabem do potencial desses atletas, com passagens por clubes importantes. A exceção é Quiñonez, que estava na Segunda Divisão do Equador e será uma surpresa no Brasil”, garantiu Teixeira.

“Não contratamos por causa da pressão da torcida depois da derrota para o Barueri. No caso do argentino [Mariano Trípodi], por exemplo, estamos há muito tempo batalhando com o Boca Juniors. No início, não tinham conhecimento que era o Santos. Depois que souberam, lutaram bastante para manter o jogador. Graças a Deus, tudo deu certo”, acrescentou o cartola.

Leão espera que Teixeira esteja certo: “Não precisam me consultar para trazer jogadores bons. Vamos ver se esses são. Se o cara me trouxer o Thierry Henry…”, sorriu.

Sobre o equatoriano Quiñonez, o colombiano Molina, o chileno Pinto, o argentino Trípodi, todavia, o técnico repete diversas vezes que não sabe quase nada. Mas promete que os estrangeiros não sofrerão represálias. “Os jogadores não têm culpa nenhuma. Disse aos dois primeiros que chegaram que não os pedi, que não foram contratações da minha preferência, mas que isso não muda nada. Treinador é feito para observar e escalar através da conduta dos atletas. Eles terão os mesmos direitos dos outros, independente de eu ter indicado ou não”, assegurou Leão.

< !-- hotwords -- >
< !--/hotwords -- >

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado