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Futebol

Premiê italiano pede punição para envolvidos em escândalo

Arquivo Geral

14/07/2006 0h00

O título italiano na Copa do Mundo da Alemanha pode até ter instigado as principais figuras políticas do país por uma ‘anistia’ aos envolvidos no Calciocaos, o escândalo de manipulação de arbitragens e de transferência de jogadores que explodiu no último mês de maio. No entanto, o primeiro-ministro da Itália, Romano Prodi, não entrou na onda e exigiu que seja feita a justiça.

“Se os clubes e algumas pessoas fizeram com que fossem cometidos erros e são realmente culpados por isso, devem ser punidos, mesmo depois de termos conquistado a Copa do Mundo”, salientou Prodi nesta sexta-feira.

De acordo com o primeiro-ministro, uma punição severa aos culpados servirá para passar a mensagem de um país justo e melhorar a imagem da Itália. “O processo de melhora da imagem de um país inclui mostrar que a justiça é feita. Se os envolvidos forem inocentes, excelente. Se forem culpados, paciência”, disse.

A declaração de Romano Prodi vai em direção oposta aos comentários feitos no início da semana por figuras importantes, como o ex-primeiro-ministro (e homem-forte do Milan, um dos clubes envolvidos) Sílvio Berlusconi e o ministro da Justiça Clemente Mastella. Ambos pediram que, por conta do título conquistado na final diante da França, no último domingo, em Berlim, as penas dos envolvidos no escândalo fossem suavizadas.

Ao todo, quatro clubes (Juventus, Lazio e Fiorentina, além do próprio Milan) e 26 pessoas, entre dirigentes, empresários e árbitros, foram acusados por participação no Calciocaos. O veredicto deverá sair ainda nesta sexta-feira, mas de acordo com o jornal italiano Gazzetta dello Sport, Juve, Lazio e Fiorentina serão rebaixados para a segunda divisão, enquanto que o Milan perderá a vaga na Copa dos Campeões da Europa da próxima temporada.

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