Atual presidente da Uefa, Michel Platini declarou nesta quinta-feira que concorrerá à reeleição na entidade máxima do futebol europeu. No cargo desde 2007, quando venceu o sueco Lennart Johnson, o ex-jogador francês irá concorrer às eleições marcadas para março de 2011.
“Já fizemos várias coisas em conjunto… E sei que no futuro ainda faremos mais, por isso anuncio a minha recandidatura à presidência da Uefa”, declarou Platini, no congresso anual da Uefa, em Israel.
Além de se confirmar na corrida pela reeleição, o francês também demonstrou confiança – porém com certa preocupação – na realização da Eurocopa de 2012, que será sediada na Ucrânia e na Polônia.
O presidente tratou de conversar com os delegados Grigoriy Surkis, da Ucrânia, e Grzegorz Lato, da Polônia, e afirmou que estes não devem permitir atrasos. “É imperativo que vocês continuem dirigindo bem o curso na reta final. Eu acredito em vocês. Lembre que em apenas 27 meses os olhos de todo o mundo estarão em vocês. Então não tirem o pé do acelerador”, afirmou Platini.
Para a realização da Euro-2012, a primeira realizada no leste europeu, os países-sede estão tendo dificuldades em montar a infra-estrutura para a competição, especialmente em Kiev (capital ucraniana) e Lviv.
Apesar de reconhecer as adversidades, o ex-jogador francês voltou a reiterar o otimismo sobre a competição na Polônia e na Ucrânia. “As condições podem não ser exatamente as mesmas das duas últimas Eurocopas. Nós temos muitas dificuldades nos dois países, mas temos visitado ambos e posso dizer que as pessoas dessas nações estarão prontas para receber o futebol europeu”, acrescentou o dirigente.
Apostas e manipulação – Na última semana, a partida entre Cagliari e Catania – inicialmente um jogo despretensioso pelo Campeonato Italiano – foi alvo de um índice anormal de apostas, o que, coincidindo também com um pênalti totalmente inexistente em Maxi López, levantou os indícios de manipulação de resultados.
Além de tentar acabar com as apostas ilegais, Platini mostrou extrema preocupação com as fraudes no futebol, que já marcaram diversas vezes o esporte bretão. “Os responsáveis pelas fraudes estão sendo perseguidos e vigiados e acreditem, eles serão apanhados. Vão enfrentar sanções disciplinares que podem levar à proibição da vida do futebol. Treinadores, dirigentes, jogadores e árbitros devem nos ajudar nessa luta. Estamos operando uma política de tolerância zero e vamos continuar a fazê-lo até o fim”, finalizou.