Desde que chegou ao Palmeiras, no início do ano, o lateral-direito Paulo Baier jamais foi uma unanimidade. Entretanto, nas últimas partidas, o experiente jogador de 32 anos parece ter justificado a aposta da diretoria palmeirense em seu futebol. Artilheiro do clube no Campeonato Brasileiro com dez gols, Baier curtiu nesta quinta-feira a boa atuação na vitória de 3 x 0 sobre o Fortaleza, resultado que afastou o Verdão da zona de rebaixamento.
“Eu vivo um bom momento agora. Fico feliz de voltar a fazer gols e espero seguir nessa tomada com a ajuda da torcida. Sei que é difícil, mas os gols têm saído naturalmente. Eu atuo como um ala, me sinto bem indo ao ataque. Mas fico satisfeito dando um passe para o companheiro”, assegurou o jogador.
O responsável pela guinada dentro do Palmeiras é um só: Tite. O ex-treinador do Palmeiras reencontrou a posição de Baier dos tempos de Goiás e mereceu elogios do antigo pupilo pelo seu trabalho à frente do clube.
“O Tite chegou, me tirou da função de volante que eu exercia, e pediu para jogar na minha posição, que é a lateral. Voltei a jogar bem por causa dele. Ele escala os jogadores onde eles gostam de jogar”, indica Baier, não desmerecendo o trabalho de Jair Picerni, atual comandante do Verdão. “A chegada do Jair foi tranqüila. Ele pediu para não apoiar tanto, mas apoiar com qualidade. Exatamente o que vinha sendo feito”.
Com o novo comandante, o lateral teve de melhorar um de seus maiores defeitos: as falhas na marcação. Como Picerni é adepto do 4-4-2 tradicional, Baier tem uma responsabilidade maior na marcação, justamente um de seus pontos fracos. Nada, contudo, que não venha sendo corrigido.
“Melhorei muito nesta questão de marcação. Não sabia me posicionar e hoje acabei aprendendo. Rodei muito no futebol e com isso já sei como atuar no 3-5-2, 4-4-2. Antes era apenas ala. Mas o Jair é muito feliz ao escalar o 4-4-2 com dois meias armadores, defesa jogando atrás da linha da bola. Essas coisas ajudam”, avaliou.
Na última temporada, Baier marcou 15 gols pelo Goiás no Brasileirão. Atualmente são dez, faltando quatro jogos para o término da competição, mas o lateral garante que terminar como um dos goleadores máximos não é seu objetivo prioritário. “No nosso atual momento, não importa quem faz o gol. Não é pensar no individual, mas sim no coletivo. Quem ganha com isso é o Palmeiras”, concluiu.