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Futebol

Passeio indigesto na Asa Sul

Arquivo Geral

17/06/2013 11h15

A ressaca causada pelo dia do jogo do Brasil tornou difícil a tarefa de encontrar pessoas em bares da cidade na derrota mexicana por 2 x 1 para a Itália, ontem, no Maracanã. Mas, eis que na altura da 208 sul, uma família toda vestida de verde acompanhou a partida sem piscar no bar Moisés.

 

Tratava-se da família de Marisol Martinez, que, acompanhada de seu marido Jasiel Curiel, dos filhos Nathan e Santiago, e da prima Luz Martinez, não desgrudava os olhos das telas da televisão.

 

Sem se importar com o grito de poucos que vibraram com o primeiro gol de Pirlo, em uma majestosa cobrança de falta no ângulo do goleiro Corona, foram ao delírio quando Chicharito Hernandez empatou, de pênalti, ainda no primeiro tempo. “Somos fãs do Chicharito”, disse Jasiel, brincando com o filho e mostrando uma montagem da cabeça do camisa 14 no corpo de super-homem.

 

Marisol é funcionária da embaixada do México e mora no país há oito meses. “Estamos gostando muito de morar no Brasil. Brasília em especial é uma boa cidade para a família, posso sair com eles e ver o jogo, por exemplo”, comentou.

 

Torcedor do América do México, ironia do destino ou não, Jasiel encontrou uma afinidade com um time que não gosta nem um pouco de ouvir o nome do América. “Aqui vejo que o América se assemelha bastante ao Flamengo. Eu falo que gosto do Flamengo, mas algumas pessoas tentam dizer para não torcer para eles, mas digo que sim”, afirmou, em meio a provocações de sua mulher, torcedora do Cruz Azul e a prima  Luz, torcedora do arquirrival, Chivas de Guadalajara.

 

Fim da festa

A simpática família que acompanhou a seleção de seu país tranquilamente teve de ir embora para casa simplesmente com a barriga satisfeita do almoço. 

 

Aos 32, Balotelli fez valer sua força física e arrematou para balançar as redes. Na comemoração, o jogador tirou a camisa. O México não conseguiu reagir e Balotelli ainda foi ovacionado ao ser substituído por Gilardino. Assim, a equipe europeia se igualou ao Brasil, com três pontos no grupo A da Copa das Confederações. Já o México fica ao lado do Japão, que foi derrotado pelos anfitriões no sábado.

 

Depois do jogo de ontem, as duas seleções deixam o Rio de Janeiro. O México jogará na quarta-feira contra o time de Luiz Felipe Scolari, no Castelão. No mesmo dia, a Azzurra encara o Japão, na Arena Pernambuco.

 

Desculpa esfarrapada

No dito popular, dar uma de “João sem braço” quer dizer se desculpar afirmando desconhecer sobre algo lógico. Após marcar o gol da vitória contra o méxico, o polêmico jogador Mario Balotelli tirou a camisa e recebeu o cartão amarelo. 

 

Ainda no campo, a comissão técnica repreendeu o jogador. Agora, se receber o segundo cartão amarelo na próxima partida, ficará fora do jogo contra a seleção brasileira.

 

A regra é muito comum em diversos torneios organizados pela Fifa e a explicação de Balotelli foi não  saber da regra. “Não sabia da regra dos dois cartões amarelos. Da próxima vez, não vou fazer mais isso. Foi uma bela partida, uma grande emoção. E com um belo público”, comentou o jogador.

 

O jogador acumula tantas polêmicas que até o “maior craque” do Brasil nesse quesito resolveu aconselhá-lo. Adriano, o Imperador, em entrevista ao canal Sky Sports, disse que o jogador poderia superar até mesmo Messi.  “Ele  ainda é jovem. Comete erros, mas é um grande jogador. Se não cometer os mesmos erros que eu cometi, pode chegar ao nível de Messi”, comentou o Imperador, que busca um time para voltar a jogar. 

 

O melhor em campo

Com disposição, passes precisos e um gol com o carimbo “Zico de qualidade”, Pirlo foi considerado o melhor jogador em campo, no Maracanã, em sua centésima partida com a camisa da Azurra. “Tive essa sorte, como tive sorte de ganhar uma Copa. E ainda não acabou”, comemorou.

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