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Futebol

Parreira não esconde preocupação com o ataque

Arquivo Geral

15/06/2006 0h00

A má forma física e técnica de Ronaldo não é a única preocupação do técnico Carlos Alberto Parreira na seleção brasileira. No treino desta quinta-feira na Arena Zagallo, em Konigstein, o treinador mostrou-se precavido quanto ao ataque, setor mais criticado do Brasil na vitória de 1 x 0 sobre a Croácia na estréia da Copa do Mundo.

Após uma rápida sessão de trabalhos físicos com os preparadores Moracy Sant’Anna e Paulo Paixão, Pareira chamou os atletas do ataque para testar novas jogadas e forçar um entrosamento maior que o mostrado na estréia frente aos croatas. Parreira pediu toques mais rápidos contra a defesa reserva (formada por Cicinho, Luisão, Cris, Gilberto, Gilberto Silva, Mineiro e Juninho Pernambucano).

O único jogador com características defensivas que participou da atividade foi o cabeça-de-área Émerson. Enquanto Ronaldo voltava a se inibir dentro do campo, Parreira chamou a atenção dos laterais Cafu e Roberto Carlos, insistindo para constantes investidas dos jogadores ao ataque.

Ao final do "mini-coletivo", Juninho Pernambucano e Ricardinho treinaram jogadas de bola parada em um lado do campo, com Kaká e Adriano aperfeiçoando as cobranças de pênalti no outro. Os demais jogadores foram recepcionar o capitão do tetracampeonato Dunga, que fez uma visita surpresa à equipe e relembrou antigas histórias da seleção.

Mesmo fortalecendo os trabalhos com o ataque, Parreira e a comissão técnica resolveram duplicar a carga física de Ronaldo. O Fenômeno está recuperado da dor de cabeça e tontura e realizou uma sessão de musculatura com a comissão técnica. Depois seguiu para a bicicleta ergométrica, aprimorando a forma física.

Nada, no entanto, que amenize as críticas que o atacante vem recebendo. A má fase do Fenômeno reflete até nas declarações dos companheiros. Se Robinho almeja um lugar na equipe titular explicitamente, Adriano, companheiro ofensivo de Ronaldo, defende a escalação da revelação santista.

"O Robinho entrou muito bem na partida, me deixou mais à vontade, porque passei a atuar mais perto da área. Ele sobe mais vezes para pegar a bola", explicou, deixando no ar a insatisfação de ter dois centroavantes nos 11 iniciais.

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