Em todos os times e seleções em que trabalhou, o técnico Carlos Alberto Parreira nunca escondeu sua fixação pela posse de bola e sempre insistiu para que seus comandados priorizassem a troca de passes.
No duelo desta terça-feira contra Gana, porém, o treinador viu a seleção brasileira passar boa parte do jogo tentando lançamentos longos, enquanto os africanos permaneciam com a bola nós pés – ao final do jogo, Gana teve 52% de posse de bola contra 48% do Brasil.
“Esse foi o jogo em que mais erramos passes, sobretudo no primeiro tempo. Nós confundimos velocidade com pressa, e isso não pode acontecer”, lamentou Parreira. “No segundo tempo, colocamos a bola no chão e aí prevaleceu a superioridade técnica”, continuou o comandante.
Eleito o melhor jogador da partida, o volante Zé Roberto reconheceu a falha da seleção, mas encontrou uma justificativa. “Pecamos em alguns momentos na partida. Gana esteve com mais posse de bola porque precisava reverter o placar e realmente nós deveríamos ter ficado mais com a bola. Mas isso pode acontecer em determinados jogos, ainda mais quando o Brasil está na frente. Eles tinham de nos atacar para tentar diminuir o prejuízo”, disse.
“Vamos avaliar só depois olhando o jogo com mais calma porque erramos tantos passes, mas isso foi uma realidade nesse jogo”, comentou o meia Kaká.