Depois de fazer um desabafo e dizer que “não tinha se preparado para ser eliminado antes da semifinal”, Carlos Alberto Parreira explicou porque decidiu enterrar o quadrado com Kaká, Ronaldinho, Adriano e Ronaldo exatamente no primeiro jogo difícil que teve na Copa do Mundo. Ele usou também a recente contusão de Robinho para explicar a demora na entrada do jogador em campo.
“Não me arrependo de nada. Antes do jogo, todos concordavam que reforçar o meio-campo (com Juninho) seria a melhor opção. Quem comanda precisa ter coragem. Eu estou no futebol há 40 anos e tenho coragem”, desabafou Parreira, que até a semana passada defendia o "quadrado mágico" porque já havia testado, sem sucesso, o meio-campo com Juninho durante as eliminatórias.
Parreira também explicou sua insistência em manter jogadores como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo no time titular. Por coincidência, a melhor atuação brasileira na Alemanha foi com os reservas em campo, contra o Japão.
“Jogamos bem aquele dia, mas já estávamos classificados. Era um outro momento emocional. A experiência é muito importante e a França nos mostrou isso. Ninguém pode garantir que chegaríamos à final com aquele time que enfrentou o Japão. Seria uma incoerência abandonar tudo o que vínhamos fazendo nos últimos quatro anos”, concluiu Parreira.