Dono de 17 gols em 26 jogos pelo Barcelona de Guayaquil, no segundo semestre do ano passado, o atacante está vinculado ao Sportivo Luqueño, clube paraguaio que o revelou, e o Juventud, modesta equipe do futebol uruguaio. Florentín fica no Parque Antarctica por empréstimo de um ano, com preço fixado e opção de compra de 50% de seus direitos federativos ao final do período.
“Vim aqui para fazer gols. Jogar no Palmeiras é um desafio e eu gosto de desafios. Por onde passei fiz gols e aqui não será diferente. Sou homem de área”, promete o novo camisa 9 palmeirense. Apesar da euforia, a torcida poderá conferir o seu futebol apenas em fevereiro, quando Florentín estará recuperado de uma contusão na mão direita. Até lá, contudo, a diretoria promete liberar sua inscrição e deixá-lo à disposição do técnico Caio Júnior.
“Tive referências dele antes mesmo de chegar à diretoria. Após a saída do Enílton, com a carência na posição, conversei com o Caio (Júnior). Ele foi artilheiro em todos os clubes que passou e o próprio Caio pesquisou seu currículo antes de aprovar a contratação”, define Gilberto Cipullo, diretor de futebol do Verdão. O cartola confessou ter visto o futebol de Florentín apenas por DVD, após indicação do ex-goleiro Gato Fernandéz, campeão paulista e brasileiro de 1994 pelo clube.
Fã de Edmundo e Marcos, o paraguaio chega ao Verdão com fama de indisciplinado. No Equador, os constantes boatos em torno de seu nome criaram uma má experiência com a imprensa local e a aversão à entrevistas. Florentín, no entanto, não admite o apelido de “Rebelde” que ganhou no país.
“Perder a cabeça? Isso não. Mas garra sim. Jogador paraguaio tem como característica a raça. Eu nunca quero perder um jogo. Não sou rebelde, mas talvez tenham me chamado assim porque eu sempre gritei muito em campo”, conclui, deixando à mostra a inusitada tatuagem de uma cabra no ombro direito.
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