O médico do Santos, Carlos Braga, concedeu uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira para explicar a situação do goleiro Felipe, flagrado em um exame antidoping realizado depois da partida do clube contra o Grêmio, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. O médico esteve na contra-prova realizada nesta sexta, no Rio de Janeiro, e explicou que o jogador não teve a intenção de se dopar.
“Essa droga não faz parte das indicações do nosso departamento médico. Mas não é uma substância dopadora, como efedrina. É apenas proibida porque poderia mascarar a quantidade de outra dopadora. Mas o exame dele mostrou que só continha hidrocloratiazida pura, sem nenhum elemento dopador”, explicou.
O goleiro está integrando a seleção brasileira sub-20 em um período de preparação no Acre, mas o médico já conversou com o jogador para tentar descobrir o motivo da ingestão do medicamento. “Estamos trabalhando com a hipótese de que houve um erro. Ele deve ter tomado algo por engano. Conversamos por telefone, mas ele não se lembra. Ele acha que teve dor de cabeça”, afirmou.
Carlos Braga ainda explicou que, seguindo as exigências da CBF, sempre informa à entidade antes das partidas os medicamentos receitados para cada jogador. O médico, inclusive, reitera que não há qualquer remédio no histórico do jogador. “O nome do Felipe está em branco em todos os jogos, não houve medicação. Ele não tem qualquer problema de saúde, fazemos vários exames”, garantiu.