A atual fase da defesa do Atlético-MG contrasta com o que foi mostrado no começo do Campeonato Brasileiro. Nas últimas três partidas, foram sete gols sofridos, números que foram relevantes na perda da liderança para o Internacional na . Antes desta sequência negativa, havia ocorrido uma positiva. Quando chegou ao clube, o goleiro Aranha ficou três partidas sem ser vazado.
Ao atingir o primeiro lugar, o Galo se destacava pela eficiência na marcação e nos contra-ataques, que já garantiu três vitórias longe do Mineirão. Para Márcio Araújo, o que o time precisa é reencontrar o futebol apresentado principalmente contra Sport, Atlético-PR e Santos.
“Nós começamos bem o campeonato, mas demos uma baixada de guarda no nosso ponto forte que era marcar bem as equipes adversárias e sair para o jogo em velocidade”, avaliou o volante, menos conformado do que Aranha.
“O Campeonato Brasileiro é muito difícil, de alto nível. É quase impossível você passar um campeonato sem sofrer gols. De repente, daqui a algumas rodadas, a gente pode passar mais três, quatro partidas sem sofrer gols. É o momento. A gente estava em um bom momento, jogando muito bem, e tivemos uma queda. Isso todo mundo sabe”, minimizou o ex-goleiro da Ponte Preta.
O técnico Celso Roth considera a marcação um dos fundamentos mais importantes do futebol. No entanto, ele não gosta de falar no assunto, para não aumentar sua fama de retranqueiro quando, na verdade, comanda o melhor ataque do Brasileirão, com 20 gols marcados.
“A gente se preocupou com isto. A gente não fala muito, mas, quando tem a oportunidade, fala. Quando a coisa é evidente, porque, se eu falar toda hora, vai voltar àquela situação de dizer que eu só me preocupo com a defesa. É o contrário, tanto que os números do ataque estão aí”, disse o treinador.