Fiel às suas palavras e adepto do pragmatismo, o técnico Carlos Alberto Parreira manteve o mesmo discurso adotado logo após a vitória sobre a Croácia quando questinado sobre a fórmula ideal para bater os australianos neste domingo, no segundo jogo da seleção brasileira no Mundial da Alemanha.
Destacando a força física como principal característica dos adversários da Oceania, o treinador espera que a criatividade brasileira decida o jogo a favor dos pentacampeões. "A Austrália é um time forte fisicamente, com jogadores que atuam na Europa, por isso o Brasil tem que colocar a bola no chão, usar a criatividade e a qualidade que tem para impor o seu jogo. Jogar em velocidade e ter muita paciência para furar a retranca australiana", receitou.
O técnico voltou a classificar os três primeiros adversários do Brasil no Mundial como "traiçoeiros", e alegou não ter visto em nenhum outro grupo times tão marcadores quanto Austràlia, Japão e Croácia. "Analisando os outros grupos, não há equipes que marquem tão forte como as que estão no nosso. Como eu sempre disse, nosso grupo é traiçoeiro e a gente tem que ter atenção contra qualquer equipe".
Ronaldo
Questionado novamente sobre a manutenção de Ronaldo ao lado de Adriano, Parreira, mais uma vez, não alterou seu discurso do início da semana. "Mantive o Ronaldo por causa do seu passado e acho que ele tem que melhorar nessa partida. Espero que tenha uma atuação superior porque é lógico que contra a Croácia ele não foi aquele que a gente espera e acredita", concluiu.