Os dois estádios que abrigaram a decisão da Copa Libertadores da América no ano passado já estão sendo preparados para a final de 2006. Para os jogadores do Internacional, no entanto, isso é secundário: o São Paulo não terá vantagem em atuar no Morumbi nesta quarta-feira (9/8), nem eles por jogarem no Beira-Rio na semana que vem.
“Estamos tratando de duas equipes que têm qualidade para jogar dentro e fora de casa, portanto eu acho que isso não vai ser um fator decisivo na final”, puxou o coro o meio-campista Tinga. “Isso não vale porque vão ser dois jogos entre duas equipes muito fortes, que se conhecem muito bem”, concordou o atacante Rafael Sóbis.
O atacante Fernandão concorda com os companheiros e, justamente por isso, avisa que o Internacional não vai mudar sua maneira de atuar por causa da pressão do Morumbi. “Vamos jogar da mesma maneira. São duas equipes que sabem lidar com a situação de jogar dentro ou fora de casa. Isso não muda nada”, garantiu.
Segundo Fernandão, o Colorado só precisa ser inteligente para conseguir um bom resultado mesmo longe de casa. “Nós vamos ser agressivos, atacando no momento certo e recuando no momento certo, sempre com agressividade”, contou. O parceiro Rafael Sóbis fez discurso parecido: “Vamos fazer o que a gente sempre faz, tentar defender bem e atacar com qualidade”.
Torcida
O supervisor esportivo do Colorado, Nilton Drummond, espera 3 mil torcedores colorados diminuindo a pressão do Morumbi para o time de Abel Braga. Só que ele faz um alerta: “A legislação aqui em São Paulo não permite torcida organizada. Então, para evitar o constrangimento e o desconforto de viajar à toa, a gente sugere que evitem bandeirões, camisas, esse tipo de coisa”.