O francês Zinedine Zidane foi um dos principais representantes do Catar na briga pela Copa do Mundo de 2022. Após vencer a eleição da Fifa e levar o Mundial ao país, o ex-jogador confessou, em entrevista ao L’Equipe, que cobrou muito dinheiro para ser garoto-propaganda da candidatura.
Segundo o ex-camisa 10, uma cláusula no contrato o impede de revelar o valor exato da quantia, que será repassada aos projetos sociais da Fundação Zidane. Ele argumentou que não fez isso por dinheiro, mas por ter uma dívida com o Catar. Quando se aposentou, após a Copa de 2006, rejeitou um cheque em branco para encerrar a carreira no país.
“Fala-se em 10, 11, 12, 13 milhões de euros. Vou dizer claramente: é uma loucura. Não é nem a quarta parte dessas quantias”, garantiu o craque, que queria ajudar a região com algum “projeto benéfico para o futuro do esporte e do futebol”.
Zidane aproveitou a entrevista para reclamar das críticas que recebe por seu posto na diretoria do Real Madrid. De acordo com o ex-jogador dos merengues, seu emprego de assessor no Santiago Bernabeu não é “fictício”.
“Estou todos os dias no treinamento, todos os dias com o técnico, com o pessoal. Tenho minhas tarefas”, afirmou.