Menu
Futebol

Palmeirenses rebatem críticas ao esquema 3-6-1

Arquivo Geral

06/09/2006 0h00

Adotado pelo técnico Tite depois da parada do Campeonato Brasileiro para a disputa da Copa do Mundo, o esquema 3-6-1 surpreendeu de forma positiva, pois mostrou um Palmeiras mais compacto, mas sem abusar da teórica retranca. Em 11 jogos de invencibilidade, o Verdão marcou 22 gols e sofreu dez, prova irrefutável da ofensividade do inovador esquema.

Elogiado em demasia pela boa campanha, o esquema do Verdão foi colocado em xeque depois da goleada sofrida diante do Santos. Para o atacante Enílton, que não participou do desastre da Vila, no entanto, os 5 x 1 sofridos nada tem a ver com o esquema colocado em campo pelo técnico Tite.

"Não é porque não funcionou em um jogo que o esquema não está dando certo. Até a partida contra o Juventude (Figueirense, na verdade), o time vinha fazendo gols e criando muitas jogadas. Nesse jogo contra o Santos é que não criamos quase nada, especialmente no segundo tempo", argumentou o atacante.

O camisa nove não quis creditar à sua ausência o fraco rendimento da equipe na Vila Belmiro. E justificou: "Não posso dizer que sentiram a minha falta, mas as peças não renderam o que vinham rendendo. A média de atuação de todos foi bem abaixo do esperado e, além disso, o Santos também teve uma grande atuação", lembrou.

Vilão no jogo de domingo, mas destaque na fase invicta do Palmeiras, o ala-direito Paulo Baier endossou as palavras de Enílton e lembrou do bom momento vivido até a goleada do clássico. "A derrota foi um desastre, pois as coisas vinham funcionando. Falhou todo mundo, mas temos crédito, pois ficamos 11 jogos sem perder e isso não é para qualquer equipe. Temos, agora, que focar contra o São Caetano para engatar uma nova seqüência de vitórias", receitou.

O técnico Tite concordou com a análise dos atletas e também evitou crucificar o 3-6-1 apenas pela goleada sofrida na Baixada. "Foi esse Palmeiras que conquistou 70% dos pontos depois da Copa e teve um aproveitamento superior ao líder da competição. Não quero colocar panos quentes, e sim trabalhar com a verdade, enxergando nossas virtudes e nossos defeitos. Foi um conjunto de fatores que determinou a derrota, passando pela ordem tática até a ordem técnica, sem esquecer da arbitragem e da qualidade do time do Santos, que fez um grande jogo", concluiu.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado