A derrota por 3 x 1 para o Goiás em pleno Parque Antártica trouxe de volta ao Palestra velhos coros entoados pela torcida alviverde. Além das ofensas à diretoria, outros gritos ecoaram em frente ao vestiário da equipe. “Vergonha, time sem vergonha”, “Vilar, c…, fora do Verdão” e “Não é mole não, tem mercenário jogando no Verdão” foram alguns dos versos cantados com fúria e revolta por um grupo de torcedores.
A principal surpresa, no entanto, ficou por conta da revolta para com Edmundo. Considerado, ao lado de Marcos, o grande ídolo do atual elenco, o camisa sete foi ofendido com veemência pela torcida desde a saída do gramado. Os torcedores mostraram notas de dinheiro para o Animal e soltaram a voz, cantando: “Ô Edmundo, vai se f…, o meu Palmeiras não precisa de você”.
A série de ofensas vinda das arquibancadas não parece ter sido suficiente para tirar o técnico Marcelo Vilar do sério. “Os jogadores e o treinador não podem deixar que isso influencie no rendimento dentro de campo”, resumiu o comandante palmeirense, agraciado pela primeira vez com os gritos de “burro, burro”.
O técnico admitiu, no entanto, que Edmundo não esteve em noite inspirada, e explicou que não sacou o Animal porque foi obrigado a fazer duas alterações por motivos de contusão. “Realmente o Edmundo não teve uma noite feliz, essa que é a verdade, mas não pude fazer nada diferente porque tive que efetuar duas substituições que não estavam planejadas logo aos seis minutos”, argumentou, citando as trocas de Nen por Daniel e Chiquinho por William.
Vilar aproveitou para explicar que não sacou o camisa seis, o melhor do Verdão em campo, por motivos técnicos. “Ele estava sentindo câimbras e isso interferiu inclusive no lance do segundo gol, por isso saiu em um momento crucial. O Nen sentiu dores nas costas e também precisou deixar o campo. Foram duas substituições que não queria, mas fui obrigado a fazer”.
O técnico também falou sobre a não escalação de Valdívia desde o início do jogo, apesar de ter usado o chileno ao lado de Juninho em todos os treinos da semana. “O time ficou muito vulnerável no último treinamento e isso acabou acontecendo no próprio jogo, pois ficamos expostos aos contra-ataques. O Marcelo Costa é um jogador que consegue colocar o time à frente”, concluiu.