A França chegou à Copa do Mundo desacreditada e, por pouco, não caiu logo na primeira fase da competição. Mas, aos poucos, a equipe acertou o sistema defensivo, levou apenas dois gols em quatro jogos eliminatórios e chegou à decisão do título contra a Itália, caindo apenas nos pênaltis.
A postura tática dos franceses serve de exemplo para o Palmeiras, que iniciará o segundo semestre com um esquema de jogo semelhante ao dos europeus. Assim como Raymond Domenech, o técnico Tite vem armando a equipe com apenas um jogador de ataque (Enilton) e dois bem abertos para explorar as laterais do campo (Paulo Baier e Michael).
“A idéia é fazer como a França, que é compacta no meio, marca forte e em bloco na defesa e sai para o jogo em velocidade com os alas”, descreve o volante Francis, que dividirá com Paulo Baier, Edmundo, Juninho e Michael a função de armar as jogadas ofensivas quando o time estiver com a posse da bola.
Os jogadores aprovaram o novo sistema tático da equipe e agradaram ao treinador na prática – nos dois amistosos realizados na semana passada, o time bateu o Bragantino por 3 a 1 e o São Bernardo por 4 a 1. “Esse esquema procura dar mais estabilidade atrás para não tomarmos tanto gol”, explica o zagueiro Nen.
Outro exemplo a ser seguido dos franceses é o pensamento de buscar um objetivo por vez e crescer ao longo da competição. “Primeiro temos de sair da zona de rebaixamento para poder pensar em Copa Sul-Americana e, depois, em Libertadores. Vamos tratar cada jogo como uma decisão, independente do adversário e do local”, afirma Nen.
Para o jogo de quinta-feira, contra o Vasco, o zagueiro acredita que o clima será de cobrança. “Sabemos que a pressão vai ser grande pelo resultados ruins que tivemos dentro de casa (pelo Brasileirão, foram três derrotas, dois empates e uma derrota no Parque), mas temos de ter personalidade para trazer a torcida para o nosso lado”, diz.