O Corinthians não tem mais o que almejar neste Brasileirão 2009. Só que contra o Palmeiras tudo muda, como se começasse um campeonato a parte durante o clássico. E a sensação para os corintianos era de título após os dois gols de Ronaldo. Mas próximo ao apagar das luzes em Presidente Prudente, o Alviverde paulista conseguiu o empate, por 2 x 2, para não perder a liderança do campeonato.
Contudo, a equipe de Muricy Ramalho já não está mais sozinha na posição mais cobiçada do campeonato. Seriam campeões se tudo terminasse hoje, mas a vantagem para o São Paulo agora está no saldo de gols (15 a 12), pois em número de pontos ganhos, tudo igual entre o Verdão e o Tricolor (58 pontos para cada).
Se na tabela existe a disparidade entre os rivais, no campo a vantagem alviverde era muito menor, quase imperceptível. Foi um primeiro tempo truncado, com faltas que sugaram o tempo de bola rolando. A primeira finalização realmente notável saiu do forte chute de Pablo Armero, passando com algum perigo pelo gol de Felipe, aos 13 minutos.
Aliás, pelas laterais o Palmeiras teve espaços para poder atacar de forma mais letal, pois a linha de impedimento da zaga corintiana estava vulnerável a enfiadas de bola. Faltou pontaria nos cruzamentos de Figueroa pela direita. Como também faltava precisão nos passes de Diego Souza e Vagner Love para Obina. Mesmo assim, a vontade do Palmeiras em ganhar um jogo de tamanha importância fazia com que o time de Muricy fosse levemente superior.
Mas o Corinthians não estava morto. Nem tampouco aceitaria sair de Presidente Prudente sem complicar a vida do eterno inimigo paulista. Após passe cirúrgico de De Federico, Jorge Henrique se viu cara a cara com Marcos. Na tentativa de drible, o corintiano foi derrubado, e o goleiro palmeirense foi expulso aos 36 minutos. Ronaldo converteu o pênalti, e deu a vitória parcial ao time alvinegro.
Na volta dos vestiários, uma jogada semelhante a que resultou no gol corintiano. Passe de Jorge Henrique nas costas da defesa palmeirense. Ronaldo tenta driblar, mas Danilo não cai nessa e impede o chute. O mesmo Danilo que, aos 6 minutos, se antecipou a Felipe e desviou cruzamento de Figueroa para empatar a partida, para alegria de Muricy Ramalho.
Eis que o jogo mudou de cara com a igualdade no placar somada ao fato do Palmeiras ter um homem a menos. O Corinthians dominou a posse de bola no campo de ataque, embora não a usasse para levar perigo ao gol de Bruno. Enquanto os palmeirenses se tornaram mais discretos, preferindo apostar num possível contra-ataque de Diego Souza, que acabou não aparecendo.
Prova do interesse de Mano Menezes em ganhar o clássico esteve em uma substituição aos 19: Dentinho no lugar de Balbuena. Porém, um minuto depois, foi o argentino De Federico quem brilhou outra vez. Mas não só o passe dele nas costas de Figueroa foi importante, como também o faro de gols do Fenômeno Ronaldo, que passou por Bruno antes de estufar as redes.
Um golpe duro num Palmeiras já desfalcado e que sofria mais com o calor intenso de Presidente Prudente por conta da própria expulsão. Entretanto, como os treinadores gostam de dizer, um clássico é decidido nos detalhes. E foi o detalhe do erro de marcação de William que permitiu a cabeçada de Maurício no empate alviverde aos 38 minutos. Ronaldo e Dentinho ainda deram um último suspiro ao Corinthians, mas o empate permaneceu.