Pela segunda vez no ano, Marcelo Vilar está demitido do comando do Palmeiras. A decisão foi tomada em reunião da cúpula do clube, encerrada na tarde desta quinta-feira, em São Paulo. A diretoria ainda não anunciou oficialmente o desligamento de Vilar pois não definiu se o técnico permanecerá como funcionário do clube.
Entre abril e maio, Vilar dirigiu o time principal por cinco jogos (três derrotas e dois empates), deu lugar a Tite e só não saiu do Verdão por opção do seu sucessor. Na época, Vilar foi mantido como treinador da equipe B.
Agora, o segundo ciclo do comandante encerra com sete partidas (duas vitórias, um empate e quatro derrotas). O último revés foi nessa quarta-feira diante do Goiás por 3 x 1, que culminou na sua queda.
Após o tropeço no Parque Antártica, diretores pediram a saída do técnico, que só tinha o diretor de futebol, Salvador Hugo Palaia, como defensor. O presidente Affonso Della Mônica, o vice-presidente José Cyrillo Júnior e o gerente de futebol Ílton José da Costa eram contrários à sua permanência e prevaleceram suas opiniões na reunião desta tarde.
O novo técnico do Verdão deve mesmo ser Jair Picerni, que já teve um contato inicial com diretores do Alviverde. Della Mônica aguarda a chegada do técnico a São Paulo para a noite desta quinta-feira ou para a manhã de sexta, e deve acertar os detalhes finais de seu retorno.
O maior empecilho seria o contrato por apenas seis jogos, o que deixou Picerni reticente em aceitar. Por sua vez, a assessoria de imprensa do técnico nega a viagem e o auxiliar Fred Smania confirmou que Picerni comandará o treino desta tarde no clube do Distrito Federal.
Com a queda de Vilar, o Palmeiras troca pela quarta vez de comando apenas no Nacional. Além das duas saídas do agora ex-técnico, Emerson Leão e Tite também dirigiram o atual 15º colocado do Brasileirão e ameaçado de rebaixamento à Série B.