A oposição do Coritiba decidiu colocar o presidente Giovani Gionédis contra a parede. Após uma reunião nesta quarta-feira, o grupo oposicionista fez um pedido aberto de renúncia. A “sugestão” foi feita por um ex-candidato a presidência do clube, Tico Fontoura.
“Não há como ele continuar seu destino como presidente do clube. Falta credibilidade, sustentação política e também junto à torcida. Por isso faço um pedido ao Giovani, renuncie ao seu mandato e deixe o Coritiba”, discursou Fontoura.
Os oposicionistas, no entanto, sabem que o atual mandatário dificilmente acatará o pedido de renúncia. Assim, pretendem convocar uma assembléia para abordar as conturbadas eleições do ano passado, a gestão financeira do clube e as contratações de jogadores em 2006.
A idéia é iniciar um processo de impeachment após a análise dessas questões. “Caso ele se mantenha irredutível, nós vamos dar entrada com um pedido de instauração de uma assembléia geral para a análise de todas as questões problemáticas do clube e o conseqüente pedido de impeachment”, revelou Fontoura.
Gionédis deve se manifestar apenas na segunda-feira. Caso decida permanecer no cargo, não correrá risco de ser deposto ainda este ano. Isso porque, uma vez instaurada a assembléia, o Conselho Deliberativo do Coritiba terá 40 dias para analisar documentos antes de ser votado o pedido de impeachment.