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Futebol

Operado, Zé Roberto deve continuar jogando na Alemanha

Arquivo Geral

13/07/2006 0h00

Operado na manhã de hoje dos ligamentos do menisco do joelho esquerdo, o meia Zé Roberto concedeu entrevista coletiva no Hospital do Coração, em São Paulo, e praticamente definiu o seu futuro profissional: vai seguir no futebol alemão. Sem clube desde o término de seu contrato com o Bayern de Munique, em 30 de julho, o jogador deixou nas entrelinhas que deve acertar a permanência no país-sede da última Copa do Mundo, onde é ídolo.

“No momento, as melhores propostas estão vindo da Europa. Por toda a minha carreira na Alemanha, a tendência é permanecer, até porque as conversas vêm progredindo”, assegurou o meia, sondado pelo futebol francês, japonês, italiano e até espanhol, mas sempre se recusando a revelar o nome das equipes.

Zé Roberto vinha sentindo dores desde o Mundial, mas a cirurgia foi bem sucedida. O jogador caminha sem a ajuda de muletas e o período previsto para o retorno aos gramados definido pelo médico René Abdalla, responsável pela artroscopia, é de três semanas. Amanhã, ele inicia trabalho de fisioterapia no Reffis, centro de reabilitação do São Paulo.

Apesar da semelhança com o atacante Ricardo Oliveira, que foi tratar sua contusão no CCT da Barra Funda e acabou assinando com a equipe do Morumbi, Zé Roberto garante que sequer iniciou conversas com o Tricolor. Mas também não vê com maus olhos um possível retorno ao futebol brasileiro.

“É claro que há essa possibilidade. Estou sem contrato e, embora tenha tratado minha lesão no São Paulo, não tive nenhum contato. Todo jogador tem essa vontade de atuar no Brasil. Eu tenho o desejo de voltar ao meu país, mais pela minha própria família”, garantiu.

Há nove anos longe do futebol tupiniquim, o meia acredita que existem bons motivos para voltar ao país, onde defendeu as cores de Portuguesa e Flamengo. “No estágio que alcancei, não me importo com o financeiro. Eu estou mais visualizando o lado família. Meu filho está passando para o primário e minha mulher está há muito tempo longe do Brasil”, completou.

Enquanto os são-paulinos torcem para que a Alemanha não segure Zé Roberto, o jogador faz questão de desconsiderar o “efeito seleção brasileira” no currículo. Um dos poucos destaques da equipe de Carlos Alberto Parreira, o meia enfatiza que o grande número de propostas e sondagens é devido à sua própria história.

“De repente, pelo que eu fiz, é claro que abre mais oportunidades. Fiquei muito triste pela seleção, mas mesmo escolhido o melhor do time em duas partidas, sou sondado pela minha visibilidade no futebol europeu. A seleção não influenciou”, definiu.

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