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Futebol

No reencontro de Kaká com o San Siro, Milan e Real Madrid empatam

Arquivo Geral

03/11/2009 0h00

O coração de Kaká estava dividido em seu retorno ao Giuseppe Meazza, que tanto o viu brilhar. Nada melhor que o empate em 1 x 1 com o Real Madrid para não deixa-lo triste, seja com o time atual ou com o anterior. Ele teve participação importante no gol de Benzema. No entanto, não foi suficiente para deixar a torcida milanista com raiva, pois cantaram “Ole Ole, Kaká” depois que o duelo terminou.


Com a igualdade no placar, as duas equipes dividem a liderança no grupo C da Liga dos Campeões. Vantagem para o Real Madrid no saldo de gols (5 a 1). Contudo, as duas potências do futebol europeu precisam se cuidar, pois o Olympique está logo ali na 3ª colocação, com 6 pontos, embalado após a goleada contra o FC Zurich, da Suíça, por 6 x 1.


Se o Milan surpreendeu a todos quando sufocou a defesa adversária com ataques sucessivos em Madri, dessa vez foram os Merengues quem pressionaram de forma incessante logo no começo. Em 14 minutos, sete arremates, três deles obrigando defesas do goleiro Dida. Goste a torcida madrilenha ou não, fato é que a melhora veio com Raul ficando no banco, permitindo maior movimentação de Benzema.


Mas os olhos do mundo se voltavam para Kaká. Seis anos como rossonero não balançaram o craque na hora do gol do Madrid. Numa jogada tupiniquim, Marcelo aproveita vacilo de Pirlo e serve o camisa 8 ex-Milan. Ele avança, dribla Seedorf e chuta da entrada da área. Um leve desvio em Thiago Silva atrapalha a defesa de Dida, que dá rebote para Benzema estufar as redes aos 28 minutos.


Não foi o suficiente para desencadear uma grande reação dos anfitriões. Eis que para isso ajudou o árbitro alemão Felix Brych, marcando pênalti no cruzamento de Zambrotta que bateu no braço de Pepe. Ronaldinho, acostumado a vencer Casillas na época de Barça, o fez outra vez na cobrança do penal aos 35. Pato ainda conseguiu o gol da virada no lance seguinte, mas o juiz cobrou de volta o “favor”, assinalando falta do brasileiro em Arbeloa.


Ronaldinho, na volta dos vestiários, tentou fazer a diferença como nos velhos tempos de Superclássico. Passes de calcanhar, tentativas de lançamentos e bolas enfiadas. Porém, seja por imprecisão das assistências ou por Borriello estar numa noite pouco inspirada, o Milan não chegou a assustar a defesa Merengue. Os remates com algum perigo só chegaram depois da entrada de Filippo Inzaghi.


Aliás, o segundo tempo poderia ter sido um duelo entre Pippo e Raul (que entrou no lugar de Higuain), dois dos grandes artilheiros da história da Liga dos Campeões. O ídolo maior do Real Madrid até teve chance para fazer o 67º gol dele na competição no finalzinho da partida. Mas no meio do caminho estavam os reflexos de Dida, que deve ter se sentido realizado ao parar o mesmo homem que aproveitou sua falha no jogo anterior.


A troca de posições entre Marcelo e Kaká terminou por tirar um pouco da ofensividade do clube espanhol. Por tabela, também fez com que a etapa final fosse um pouco menos atrativa do que a inicial. Só que um desfecho magnífico ainda aguardava o craque brasileiro. Sem esquecer do passado glorioso, a torcida entoava o nome de Kaká após o apito final, num momento tão bonito quanto o próprio clássico.

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