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Futebol

No fôlego, Brasil 1 x 0 Espanha

Arquivo Geral

29/06/2013 11h00

Mal a Espanha garantiu a vaga na decisão contra o Brasil, amanhã, às 19h, um questionamento tomou conta dos noticiários: Será que a Fúria leva desvantagens por ter um dia a menos de preparação e vir de um longo duelo com a Itália, com direito a prorrogação e pênaltis?

 

O Jornal de Brasília entrevistou profissionais que lidam diariamente com o físico de atletas do futebol e constatou: a seleção brasileira irá entrar em campo mais bem preparada do que a Espanha.

 

“O desgaste do Brasil é infinitamente mínimo se comparado à outra seleção. Um dia de descanso faz toda a diferença no mundo do futebol e os brasileiros têm muito mais tempo para descansar”, destaca o preparador físico Luiz Paulo Bustamante, que auxiliou o atual da seleção, Paulo Paixão, na Copa das Confederações de 2009.

 

No jogo do Brasil contra o Uruguai, na última quarta-feira, a seleção atuou apenas os 90 minutos previstos – a partida rendeu a vitória e classificação por 2 x 1. O preparador físico do Brasiliense, Ernesto Mathias, afirma que isso também pode ser um ponto a favor do Brasil. “O esforço dos atletas foi bem menor porque o corpo deles já está acostumado a jogar por esse período. A Espanha vai entrar forte, ainda mais por ser um jogo decisivo e o técnico não vai arriscar colocar muitos reservas. Caso haja uma outra prorrogação, creio que os espanhóis vão deixar a desejar justamente por conta do desgaste físico”, prevê o profissional.

 

“O Brasil já passou da fase do cansaço e agora está trabalhando para retomar o ritmo de jogo. A Espanha está tentando minimizar o cansaço para mais tarde voltar à atividade normal. Esta é a grande diferença”, explica Luiz Paulo.

 

Na “hora certa”

Por ter mantido um contato direto com a seleção em 2009, Luiz Paulo diz que o processo de recuperação é muito mais complexo do que se imagina. “Após um jogo como o da Espanha, o desgaste vem com força total após 36 horas, variando de atleta para atleta. Ou seja, o cansaço vai bater amanhã (hoje), véspera de jogo. É complicado”, explica o profissional.

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