Líder do Campeonato Paulista da Série A-2 e vindo de três resultados positivos seguidos, a Portuguesa esteve melhor durante a maior parte do duelo, mas os cruzeirenses acabaram chegando mais perto do triunfo – desperdiçaram um pênalti e tiveram uma bola salva em cima da linha.
A definição da vaga acontece no próximo dia 21, em Belo Horizonte. Quem vencer segue na competição. Um novo 0 x 0 leva a partida para a decisão por pênaltis, e qualquer empate com gols dá a vaga à equipe do Canindé.
A Lusa começou impondo um ritmo forte e assustou o goleiro Fábio logo a um minuto de jogo em chute de Vaguinho de fora da área. A resposta celeste foi imediata e, aos dois minutos, Geovanni recebeu pelo lado esquerdo e foi derrubado dentro da área por Tiago. Na cobrança do pênalti, Marcinho bateu rasteiro e o goleiro rubro-verde foi buscar no canto direito.
Aos nove, os donos da casa ficaram bem perto de abrir o marcador novamente. Vaguinho fez linda tabela com Preto e chutou forte para ótima defesa de Fábio à queima-roupa. A Portuguesa era mais incisiva no ataque, mas o Cruzeiro levou perigo aos 14, em chute de Araújo da entrada da área que passou rente ao travessão.
A partida era lá e cá. A Lusa voltou a assustar aos 21 minutos, quando Diogo escorou cruzamento de Joãozinho e a bola acabou desviada para escanteio. Os comandados de Vágner Benazzi pareciam mais empenhados em campo e apareciam com freqüência no campo de ataque dos mineiros, que adotavam uma postura mais cautelosa.
O nível técnico caiu a partir da metade do primeiro tempo e o jogo passou a ser mais travado no meio-de-campo. Emoção novamente só aos 37 minutos, quando Vaguinho puxou um contra-ataque antes da linha divisória do gramado e acionou Diogo, que, por sua vez, demorou para concluir e permitiu a saída de Fábio.
O lance acordou a Lusa. No minuto seguinte, Alexandre fez grande jogada pelo lado esquerdo da área e chutou com força cruzado no primeiro pau. O goleiro cruzeirense acabou se complicando ao tentar segurar a bola e quase ela foi parar no fundo das redes.
Os mandantes tinham mais posse de bola e assustaram de novo aos 43 minutos, em cobrança de falta de Joãozinho que ninguém conseguiu cabecear. Na seqüência, Fellype Gabriel recebeu cruzamento da direita, mas falhou ao tentar matar a bola e a primeira etapa ficou mesmo sem gols.
Assim como no início da partida, a Portuguesa começou indo para cima do rival e teve uma boa oportunidade de abrir o placar a um minuto do segundo tempo, quando Preto recebeu lançamento sozinho e tentou driblar Fábio, mas o goleiro foi melhor no lance e acabou salvando os visitantes.
O Cruzeiro era inoperante no ataque, errava muitos passes e quase não dava trabalho ao sistema defensivo rubro-verde. Já a Lusa ia chegando cada vez mais perto do gol. Aos 12 minutos, Diogo encontrou Vaguinho na direita, e o camisa sete soltou a bomba na trave de Fábio.
Nem mudanças fizeram efeito
Paulo Autuori, então, sacou Fellype Gabriel e mandou Sandro a campo. Pouco depois, aos 14, a equipe celeste chegou a balançar as redes, com Gladstone aproveitando rebote de uma cabeçada de Marcinho, mas o árbitro assinalou impedimento. Seis minutos depois, Bruno cabeceou após cobrança de escanteio e Fábio fez boa defesa.
Aos 29, Paulo Autori fez nova mudança, colocando Nenê no lugar de Geovanni. E logo em seu primeiro toque na bola, o camisa 18 quase marcou. Araújo entrou pelo lado direito e bateu cruzado para a defesa de Tiago. Nenê aproveitou o rebote e Marcos Paulo salvou os donos da casa em cima de linha.
Vágner Benazzi, então, mudou pela primeira vez substituindo Diogo por Samuel Lopes. A essa altura, a Portuguesa já tinha perdido um pouco do seu poder ofensivo e via o Cruzeiro se soltar mais na frente. Autuori deu sua última cartada aos 36, colocando Maicossuel na vaga de Marcinho.
Quatro minutos depois, Benazzi trocou Vaguinho por Rivaldo. A Lusa ainda arriscou algumas jogadas de ataque, mas esbarrava na zaga celeste e no mau posicionamento dos seus atacantes, que constantemente eram flagrados em impedimento. Nos acréscimos, a torcida reclamou pênalti em cima de Rivaldo, mas o árbitro mandou seguir.
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