Menu
Futebol

Nem o grito deu jeito

Arquivo Geral

07/07/2013 11h50

O Flamengo finalmente conseguiu balançar as redes do Estádio Mané Garrincha diante dos 55 mil rubro-negros que gritaram como loucos com os gols de Marcelo Moreno e Cáceres. Porém, ainda não foi desta vez que o time conquistou uma vitória no DF: empate por 2 x 2 com o líder Coritiba.

 

Chico e Alex marcaram para o Coxa, jogando um banho de água fria nos rubro-negros de Brasília, que ainda comemoravam os gols do Flamengo.

 

Em campo, o que se viu foi um time com uma grande posse de bola, atributos agregados por Mano Menezes. Porém, o que sobressaiu foi a falta de  tranquilidade do time, que chegou a ter dois gols de vantagem.

 

“Hoje (ontem), o nosso problema não foi oscilação. Em determinados momentos tivemos dificuldade de controlar o resultado. Nosso posicionamento não esteve tão bom. Não oscilou tanto como contra o São Paulo”, avaliou Mano Menezes.

 

Para o técnico rubro-negro, o ataque deve ser valorizado. “Se olharmos o número de defesas dos goleiros, o Felipe teve menos trabalho. O Vanderlei, mais”, resume.

 

Fator alex

 

A posse de bola até podia ser do Flamengo, mas quem teve o controle da partida foi o Coritiba. Mesmo não tendo tantas oportunidades, quando chegava ao ataque, o Coxa parecia bem ciente do que deveria executar, muito em prol da qualidade de seu ídolo Alex, reforçada pela dupla de ataque, com Deivid e Everton Costa.

 

Matador explica falha

 

O Flamengo poderia ter saído de campo com a vitória, caso o centroavante rubro-negro Marcelo Moreno não tivesse desperdiçado uma cobrança de pênalti ainda no primeiro tempo. O jogador bateu fraco e rasteiro e o goleiro Vanderlei fez a defesa. “Tentei mudar na hora da cobrança e acabei errando”, tentou se explicar o atleta.

 

Foi um momento crucial para o atacante, que foi um dos poucos que se salvaram dentro de campo. O jogador cobrou da equipe mais empenho. “Nós entramos desligados no segundo tempo. Está faltando algo a mais de cada um, temos de nos entregar mais. Nós treinamos bastante jogadas de bola parada no período de descanso e não podemos tomar gol assim”, reforçou.

 

Quem também lamentou o fato foi o treinador Mano Menezes. “Sem dúvida, perder um pênalti num jogo como esse dói”, desabafou o técnico. Hoje, o Rubro-Negro treinará no CT do Brasiliense voltado para a primeira partida contra o ASA, pela Copa do Brasil. (M.E.P.)

 

 

Maestro destaca organização

 

Depois de sair perdendo por dois gols de diferença e ainda defender uma penalidade, o Coritiba buscou o ponto e não desistiu da vitória. Por pouco o Coxa não sai de campo com os três pontos.

 

O meia Robinho lamentou o gol tomando em jogada de bola parada, mas destacou o poder de reação, que poderia ter se transformado em dois pontos não fossem alguns detalhes na finalização.

 

“Trabalhamos muito, e ainda assim levamos um gol de bola parada. Mas fizemos um grande jogo. Nosso time busca sempre o gol e se caprichasse mais tinha vencido. O importante é vencer em casa e não perder fora”, avaliou o jogador.

 

O meia Alex, nome do jogo, exaltou a grande partida e também acredita que a vitória era possível. “Buscar 2 x 0 com o Flamengo não é fácil. Tivemos tranquilidade e organização. Poderia ter vencido, mas também poderia ter perdido. Tivemos bola na trave, o Flamengo poderia ter definido o jogo na penalidade. Ficou aberto”, concluiu.

 

 

Festa rubro-negra tem percalços

 

O Estádio Nacional de Brasília é de R$ 1,8 bilhão, mas o torcedor ainda sofre para assistir um jogo dentro dele. A falta de informação fez com que na entrada houvesse tumulto. Com acessos somente próximos aos portões 17 e 18, muitas pessoas se aglomeraram em portas vizinhas, o que mais tarde causou problemas.

 

Quem seguiu as orientações e chegou mais cedo – a maioria, é bom frisar – pôde participar da festa. Dentro do estádio, os flamenguistas, que estavam em bem maior número, não pararam de cantar. Uma voz ligada às caixas de som só entoava o início de cada canto ou hino, e a torcida se encarregava do resto. 

 

Algumas bandeiras e um escudo gigante de pano, circulavam por toda a galera no canto inferior, e os tambores, liberados antes da partida, também davam o tom da festa no anel superior do estádio. Uma reação bem diferente do jogo contra o Santos, que servia de evento-teste para a Fifa.

 

Mais problemas

 

Mesmo com a revista na entrada do estádio, um torcedor conseguiu entrar com um sinalizador que foi solto durante a partida. 

 

Outro rubro-negro tentou manchar a festa da torcida. Da área do sócio torcedor, ele arremessou um copo em direção ao campo e quase acerta o jogador do Coritiba. A torcida o identificou e a polícia agiu rapidamente para retirá-lo, o que arrancou aplausos dos demais presentes. 

 

Mas nem todos os problemas foram gerados pelas pessoas presentes. Sentado no setor inferior, o consultor e vendas Diego Henrique Calaça, de 29 anos, foi surpreendido com a quebra de seu assento. “Eu estava sentado na cadeira e levantei para torcer. Quando sentei de volta, ela se quebrou no meio das minhas pernas. Acho ridículo gastar R$ 1,8 bilhão e a cadeira quebrar assim”, criticou o torcedor.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado