Ao contrário do que ocorre atualmente quando joga no Palestra Itália, o Palmeiras terá de arcar com o aluguel de seu próprio estádio assim que o Jardim Suspenso for transformado na moderna Arena multiuso projetada pelo clube em parceria com a WTorre Empreendimentos.
Para José Cyrillo Júnior, diretor administrativo do Verdão, o contratempo é natural e não trará prejuízos financeiros ao Verdão. “O Palmeiras terá que pagar para que o gasto possa ser contabilizado nas contas da sociedade, mas depois o clube receberá de volta o seu quinhão, não apenas relativo aos jogos, mas também aos shows e em qualquer outro evento realizado na Arena”, explicou, para, na seqüência, ilustrar:
“Se alguém é dono de um salão de festas e o utiliza para o casamento de um filho, também tem que contabilizar os gastos com o aluguel e pagar. Mesmo se pagar menos, pagará alguma coisa. Na hora do balanço, receberá sua fatia de volta”.
Cutucada: O diretor palmeirense não quis comentar o fato de a WTorre ter procurado o Corinthians com uma proposta para a construção do tão sonhado estádio alvinegro, mas não perdeu a chance de, nas entrelinhas, mandar um recado ao rival.
“Cada clube age de maneira diferente, mas depende da seriedade de como o projeto é lançado. Não se pode pensar em ter um estádio sem antes ter um terreno. Isso não existe”, sintetizou o cartola.