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Futebol

Muricy credita 75% do provável título aos jogadores

Arquivo Geral

11/11/2006 0h00

O São Paulo está muito próximo de conquistar o título de campeão brasileiro e, se isso acontecer, 75% dos méritos serão dos jogadores. A análise é do técnico Muricy Ramalho, que considera pequena a importância da comissão técnica na campanha do provável tetracampeonato tricolor.

Ao comentar a evolução do futebol do meia Souza, o treinador disse que sua participação foi mínima. “O problema do Souza antes é que tinha o Cicinho e, como o time costumava jogar com três zagueiros, não tinha espaço no meio. Hoje ele está jogando por méritos dele. Eu dei oportunidade, mas a comissão técnica só tem 25% de mérito”, afirmou.

Questionado qual a porcentagem de importância da estrutura e da política do clube na conquista do título, Muricy minimizou ainda mais seu papel. “A estrutura não ganha jogo, mas claro que faz parte. Alimentação, sala de fisioterapia, salário em dia, planejamento, tudo isso está dentro dos 25% da comissão técnica”, disse.

O discurso humilde só perdeu um pouco da força quando foi lembrado que está na briga pelo título brasileiro pelo segundo ano consecutivo – foi vice-campeão com o Internacional em 2005. “O trabalho que fiz lá foi muito bem feito e tem sido aqui também”, reconheceu. “Mas não vejo nenhuma relação. É um outro ano e um outro time”, ponderou.

Aliás, Muricy não esconde a admiração que sente pelo único concorrente do São Paulo ao título. “A gente tem boa lembrança do Internacional desde 2002, quando chegamos lá e não tinha jogadores, não tinha dinheiro, não tinha nada. Foi um trabalho de recuperação de um grande clube que está dando resultados até hoje”, comentou.

Seguindo na linha “não estou nem aí”, o comandante tricolor diz que não se encanta com a possibilidade de deixar seu nome eternizado na história do São Paulo caso conquiste o tetracampeonato brasileiro – afinal, foi também campeão como jogador em 1977, ao lado do hoje auxiliar-técnico Milton Cruz.

“Quando se ganha um título importante como esse você entra para a história do clube, mas eu não sou chegado nisso, não. Tem gente que gosta de ficar olhando sua foto no memorial e tal, mas eu não. Não gosto de guardar troféu, medalhas. Não penso muito no passado”, garantiu.

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