Na vitória por 3 x 0 sobre o Botafogo, Mineiro apareceu por pelo menos duas vezes na área adversária como um legítimo centroavante. Usando a atuação do volante como exemplo, o meia Souza apontou a movimentação constante dos atletas como o fator decisivo para que o São Paulo conseguisse somar pontos no Campeonato Brasileiro mesmo quando não brilhava tecnicamente.
“O segredo tem sido a movimentação em campo. Você vê os jogadores de ataque dando combate lá atrás e todo mundo ajuda no setor do outro. O Mineiro, por exemplo, parece um tatu. Ele entra embaixo da terra e de repente aparece num outro canto do campo”, comparou, aos risos.
Souza lembra também que, por conta desse rodízio na frente, a equipe não tem um único goleador. “Todo mundo faz gol, inclusive o Rogério fez gols importantíssimos”, diz, antes de soltar mais uma das suas frases de efeito. “Só o Josué que está meio na seca, parece o mês de janeiro”, brincou.
O atleta reconhece que “nunca imaginava chegar a uma situação relativamente folgada como essa” e se apóia justamente no fato de o São Paulo liderar a competição há tanto tempo para repudiar aqueles que reclamam de favorecimentos dos árbitros ao time do Morumbi, como insinuou o técnico santista Wanderley Luxemburgo.
“É sempre assim, ninguém vê os méritos dos outros. Mas é choro de quem tem de correr atrás. A gente conhece o Wanderley e sabe que ele gosta de tirar o foco, mas aqui também tem pessoas inteligentes e a gente não cai em provocação”, comentou.
Souza acredita que o título nacional irá coroar a bela temporada são-paulina, que teve ainda os vice-campeonatos paulista e sul-americano. “Pelo tanto que batalhamos esse ano, perdendo duas finais, precisamos desse título. Estamos perto de quebrar um jejum de 15 anos”, diz, lembrando que o último título brasileiro do Tricolor foi em 1991.
Mas Souza alerta para os perigos faltando quatro rodadas para o término da competição. “Temos de ficar espertos nesses últimos jogos, porque se começarmos a perder agora vamos ser o viagra dos adversários”, concluiu.